Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Em 2016, a deputada Manuela Dávila foi alvo de criticas porque amamentou sua filha Laura durante uma sessão da Assembleia. Segundo a deputada tal ato causou repercussão pois a politica,que reflete na sociedade, é machista e arcaica. Se alimentar do leite materno é um direito do bebê garantido pelo Estatuto da criança e do Adolescente (ECA), pois o leite é a melhor fonte de nutrientes para o bebê nos primeiros anos de vida, entretanto as mães encontram impasses para amamentar.

Primeiramente, a OMS (organização mundial da saúde) recomenda que o bebê seja amamentado com o leite materno nos primeiros dois anos de vida, pois o leite é essencial para um melhor desenvolvimento da criança. Sendo assim, o aleitamento é natural e fundamental na sociedade mundial, mas no Brasil menos de 50 porcento das mães amamentam pelo tempo adequado (6 meses) por causa das dificuldades ao amamentar, como dor, ou por falta de informação sobre a importância do leite materno na vida do bebê.

Não obstante, em uma sociedade arcaica, como foi pontuado pela deputada, a presença da mulher em lugares públicos amamentando causa um desconforto sem fundamento pois seres humanos são mamíferos e amamentam como outros seres da mesma categoria, tal preconceito enraizado não estimula a amentação e sim gera um tabu sobre esse tema. A falta de informação, que se originou pelo preconceito, sobre o leite materno é presente entre as mães de primeira viagem, que muitas vezes optam pelo leite industrializado por ser mais cômodo, todavia o leite materno é sempre a melhor opção.

Tendo em vista os fatos elencados, torna-se necessário que o Ministério da Saúde tome medidas de incentivo a amamentação por meio da criação da “semana do aleitamento materno”, no qual será divulgado em campanhas televisionadas a importância do leite materno, esperando assim acabar com a ignorância sobre esse tema. Ademais, é necessário criar uma lei que garante o direito da mulher amamentar em lugares públicos pois é essencial para a mãe e o bebe, dessa forma promete solucionar o impasse do pouco incentivo ao aleitamento no Brasil.