Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 12/08/2020

O aleitamento materno é uma prática comum e natural às todas as espécies de mamíferos espalhados pelo globo. Tal ato não é diferente para os seres humanos, em que a amamentação trás inúmeras vantagens, tais quais a proteção da mãe contra doenças cardiovasculares, bem como a diminuição no número da mortalidade de crianças com menos de 5 anos. Porém, esta atitude natural enfrenta diversos desafios no contexto brasileiro atual, os quais devem ser devidamente combatidos a fim de garantir seus benefícios às famílias.

Em primeira análise, verifica-se que o aleitamento diminui a ocorrência de enfermidades cardíacas maternas. Isto se evidencia na pesquisa realizada com mulheres no período pós-menopausa pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, segundo a qual aquelas que amamentaram por mais de 1 ano possuem 10% menos chances de desenvolver doenças cardiovasculares se comparadas às que nunca a praticaram. Desse modo, nota-se os benefícios desta prática para as mães, porém a nociva visão social de que a amamentação não pode ser realizada no ambiente público constitui um empecilho a ser enfrentado urgentemente a fim de garantir tais vantagens.

Outrossim, nota-se que tal ato natural contribui para a queda da mortalidade infantil global. Este fato materializa-se no afirmado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Unicef, segundo os quais cerca de 6 milhões de vidas de crianças são salvas por ano devido aos benefícios do aleitamento. Isto se dá por meio das inúmeras proteínas, carboidratos e hormônios presente no leite. Todavia, este honroso gesto é impactado pela desinformação maternal das inúmeras vantagens deste, o que torna urgente a tomada de medidas a fim de contornar este triste impasse.

Portanto, com a finalidade de garantir os aspectos positivos da amamentação para  filhos e mães brasileiros, o Governo Federal deve, em parceria com a mídia, conscientizar a população de que tal prática pode ser realizada em ambientes públicos, por meio de campanhas tanto na esfera virtual como também na real, com o fito de aumentar as taxas de aleitamento do país. Ademais, tais agentes devem combater a desinformação materna em relação aos benefícios, por meio de propagandas em ambientes virtuais, com a participação de profissionais da área da saúde, tais quais médicos e nutricionistas, a fim de conscientizar as mães, além de garantir a eficiência desta prática. Espera-se, com isso, garantir as vantagens deste gesto natural compartilhado entre todos os mamíferos do planeta.