Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/08/2020

A amamentação nos primeiros anos de vida é natural à espécie homo sapiens, todos os povos das mais diversas etnias e tempos históricos têm em comum essa forma de alimentar os seus bebês. O aleitamento materno é um ato biológico, portanto, natural do ser humano. No entanto, verifica-se no Brasil que a adequada amamentação enfrenta desafios provocados pelo preconceito e por uma sociedade não adaptada a oferecer condições razoáveis à prática desse gesto  atemporal que faz parte da vida humana.

Conforme o site Vvale expõe em uma pesquisa, 47,5% das mulheres entrevistadas afirmam já terem sofrido preconceito em episódios de amamentação. O preconceito desestimula às mães a alimentarem suas crianças em público, gerando barreiras e dificultando a boa nutrição do bebê. Junto a essa dificuldade, ocorre também que a ausência de locais confortáveis e adequados para a amamentação, em espaços públicos e privados, contribui para a desistência da mãe de alimentar seu filho.

Quando o aleitamento materno não é adequadamente realizado, o recém nascido passa a não ter suas condições imunológicas e nutricionais plenamente atendidas, influenciado no surgimento de doenças. Além disso, de acordo com a OMS, crianças amamentadas por menos de 6 meses apresentam maior risco de serem obesas na infância. Todas as adversidades causadas pelo não correto aleitamento da mãe, fazem com que a criança frequente mais as unidades de saúde, contribuindo no aumento da demanda por tratamento e onerosidade do setor público.

Nesse sentido, afim de que a sociedade naturalize e se adapte à amamentação materna, evitando os desconfortos e preconceitos às mães no momento do aleitamento, deve ser criado um projeto de lei que será entregue à câmara. Ele, por meio dos ministérios da saúde, infra-estrutura e trabalho e emprego, preverá a criação de espaços confortáveis para a prática da alimentação em locais públicos - em prédios públicos, praças, parques, terminais rodoviários  - e dentro de grandes empresas. Dessa forma, as mães ficarão mais estimuladas a praticar o aleitamento materno.