Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Em 1836, o médico José Bretas escreveu a primeira tese científica acerca do aleitamento materno no Brasil, que disserta sobre a superioridade e importância desse reforço alimentar para as crianças. Hodiernamente, tal pensamento se mostra desfavorecido em razão da dificuldade de praticar esse ato no país que, por conseguinte, aumenta o estigma social. A situação se agrava com a falta de orientação médica, e com trabalho materno fora do lar, o que traz consequências deletérias para os que necessitam desse alimento.
A insuficiente assistência de profissionais da saúde, a princípio, incita o grave cenário materno no Brasil. Nesse sentido, sob o enfoque social, muitas mães passam por dificuldades durante a prática da amamentação por não receberem instruções dos profissionais da saúde sobre os procedimentos e restrições no pós-parto, fato que é grave, uma vez que o leite materno contém todos os nutrientes necessários para o crescimento da criança, e a falta desses nutrícios pode acarretar complicações no bem-estar do bebê. Sob esse viés, ressalta-se o ocorrido em 2016, em São Paulo, uma mulher, por ter má formação mamária, foi impedida de amamentar o seu filho, já que não tinha suporte técnico especializado para lidar com a situação, complicando ainda mais o estado do lactente.
Ademais, a ocupação diária da mãe moderna impede que que a lactação seja praticada de maneira efetiva. Nesse contexto, a análise desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que 70,6 % das mulheres no mercado de trabalho do país já são mães, o que é preocupante, pois os afazeres no trabalho retiram o tempo que seria gasto com a criança, comprometendo a persistência na amamentação. Nessa perspectiva, a correta administração do aleitamento proporciona uma melhora na qualidade de vida das famílias, visto que o filho tem um bom desenvolvimento e os pais não se preocupam em oferecer outros produtos para complementar a sua alimentação, criando laços mais firmes de fraternidade entre os membros. Logo, é necessário que o bebê passe mais tempo ao lado da sua protetora, evitando manter essa problemática.
Destarte, a dificuldade no aleitamento materno configura-se como um dos principais problemas da atualidade. Portanto, faz-se necessária a atuação do Ministério da Saúde, por meio de palestras mensais com especialistas no assunto, visando oferecer orientações sobre a prática da amamentação, colaborando, dessa forma, para a prosperidade do bebê. Outrossim, o período de trabalho das mães deve ser reconsiderado, com o fito de ocupar parte da sua diária com o filho e evitar novos casos de inexecução do aleitamento. Assim, será possível conter os distúrbios relacionados a esses obstáculos, indo ao encontro, dessa forma, a dissertação do médico brasileiro.