Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Na série de TV, Turma do Peito, conta a história de uma mãe e seu bebê recém nascido, em um dos episódios ela passa dificuldades para amamentação, no entanto ela diz que a amamentação é um período apesar de doloroso é uma incrível conexão com o bebê. O leite materno é essencial para a saúde do bebê, no entanto ainda no século XXI ocorre preconceito com a amamentação em lugares públicos. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.

A princípio, torna-se possível perceber, que no Brasil a média de aleitamento exclusivo no Brasil é de apenas 54 dias. Diante disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde recomenda que até os seis meses a alimentação do bebê seja apenas leite, para a saúde e desenvolvimento da criança. De maneira análoga, identifica-se, os maiores desafios da amamentação é a dor, à pega do bebê e o preconceito em amamentar em locais públicos. Logo, a falta de informação e auxílio neste momento tão importante da mãe com o seu bebê dificulta para o aleitamento.

Desse modo, segundo a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno de 2015, cerca de 47,5% das mulheres brasileiras disseram ter sofrido preconceito por amamentar em público. À vista disso, nota-se, que muitas mulheres precisam voltar ao trabalho após a licença maternidade ainda amamentando, no entanto não se sentem à vontade para tal ato no local de trabalho ou em lugares públicos, devido a hipersexualização do corpo feminino e o machismo enraizado na sociedade. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo ao psicológico da mulher ao sofrer ataques preconceituosos e a saúde do bebê. Nesse sentido, o caso da deputada Manuela D’Ávila que amamentou sua filha durante uma sessão na Assembleia da Comissão de Direitos Humanos gerou grande repercussão. Após recebeu muitos comentários preconceituosos, a deputada respondeu dizendo que a política é machista e que não tem espaço para as mulheres, uma vez que a amamentação é algo natural e espontâneo.

Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Saúde em conjunto de ONG´s disponibilizar consultas e aulas de amamentação para a população, de modo que as mulheres grávidas sejam instruídas corretamente sobre como amamentar, com a finalidade de sentirem menos dores e que o índice de amamentação cresça. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o aleitamento materno e combate ao machismo, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.