Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 28/08/2020

A corrente literária naturalista transmitia em suas obras a verdadeira essência humana, descrevendo a anatomia e hábitos de forma fiel à realidade. Por conseguinte, foi duramente criticada pela sociedade. Do mesmo modo, pode-se estabelecer que a amamentação, um processo natural e necessário aos humanos, recebe o mesmo tipo de julgamento e é considerado por muitos um ato obsceno. Tal situação e a falta de recursos informativos às mães podem levar a paralisação da alimentação do recém-nascido, o que traz graves problemas em seu desenvolvimento.

Em primeiro plano, é importante relevar que o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) assegura o direito à alimentação dos menores. Entretanto, muitas mães ao iniciarem o processo de amamentação em público, são reprimidas e coagidas a parar o procedimento por pessoas que se sentem incomodadas. Dessa maneira, o bebê tem um de seus direitos básicos como humano negado.

Além disso, nota-se o pensamento de Bourdieu, de que o humano é a consequência de seus atos e do ambiente onde vive. A partir disso, pode-se considerar que maus-hábitos alimentares e o uso de entorpecentes (atos), aliado com a falta de apoio de especialistas, como nutricionistas e psicólogos (ambiente), causa perda na eficiência na produção de leite materno, devido à necessidade do organismo estar equilibrado para desempenhar corretamente suas funções.

Portanto, após a análise dos fatos, percebe-se a importância da imediata intervenção. Isso pode ser feito a partir do desenvolvimento de leis punitivas, pelo Congresso Nacional, contra aqueles que ferem os direitos da mãe e do bebê de concretizarem o processo de aleitamento, com o intuito de proteger o psicológico da mãe e o desenvolvimento do filho. Ademais, as prefeituras devem direcionar fundos monetários para a disponibilização de nutricionistas e psicólogos, exclusivamente para grávidas e puérperas, para que estejam aptas a prover alimento ao bebê.