Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 26/08/2020
De acordo com uma pesquisa realizada em 2015 pela marca de produtos para amamentação Lansionoh, 98% das mulheres brasileiras entrevistadas afirmam que amamentar é a melhor forma de nutrir um bebê. Apesar da influência do aleitamento materno no Brasil - constatada no estudo citado -, vê-se contradições no comportamento da sociedade diante do ato de amamentação, o que gera problemas sociais graves. Dessa forma, considerando a importância do leite materno para o bem-estar das crianças e da comunidade, tal ação deve ser incentivada no país, tanto por questões de saúde pública quanto sociais, superando os obstáculos que cercam a temática.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta de informação da população sobre o tema e prejulgamentos acerca da lactação são entraves para o estímulo ao aleitamento no Brasil. A fim de entender tais problemas, é válido o que diz o filósofo Voltaire, quando afirma que o preconceito é opinião sem conhecimento. A partir dessa reflexão, é possível perceber o preconceito - comentado pelo pensador - se manifestando na realidade quando mulheres dão de mamar aos seus filhos em locais públicos, sendo essas vítimas de repreensão e julgamentos por pessoas - assim como pensa Voltaire - desprovidas de sabedoria sobre a importância daquilo. Isso, por sua vez, prejudica o incentivo ao aleitamento materno e acomete o futuro das crianças que necessitam desse alimento.
Em segundo lugar, cabe salientar que a ausência de apoio às mães lactantes no processo de aleitamento afeta a maior ocorrência desse ato tão importante. Nesse sentido, vale citar a pediatra Nathalia Sarkis, a qual menciona que a presença de um profissional de saúde para dar suporte e orientar a família no decorrer da amamentação é fundamental. Diante disso, os obstáculos mais enfrentados pelas mães lactantes - como dificuldade de posicionamento do bebê e dor nos seios -, somados à falta de informação sobre os procedimentos e cuidados devidos do processo - principalmente nas regiões mais carentes do país -, podem ocasionar na desistência do aleitamento materno pelos responsáveis, caso não enfrentados com a ajuda de médicos e pessoas especializadas - assim como disse Sarkis -, impedindo a nutrição fundamental dos pequenos indivíduos.
Por conseguinte, deve-se tomar medidas que visem o incentivo ao aleitamento materno no Brasil. Para isso, cabe a participação do Ministério da Saúde na criação de campanhas esclarecedoras e didáticas sobre a importância do leite materno, além de ações, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), de suporte a mães lactantes. Tais campanhas e programas podem ser feitos, respectivamente, por meio da divulgação na mídia e de parcerias com governos estaduais e municipais. Dessa forma, ter-se-á o devido estímulo ao processo de aleitamento e uma geração de crianças mais saudáveis.