Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 05/09/2020
De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil 45% dos bebês de até seis meses de idade recebem leite materno como forma de alimentação exclusiva. Embora o índice tenha aumentado em relação aos anos anteriores, o número ainda precisa ser ampliado, visto que a amamentação é benéfica tanto para o bebê quanto para a mãe, pois proporciona vinculos entre eles e fornece nutrição ao bebê. Nesse contexto, deve-se analisar como o julgamento da sociedade e a falta de informação influenciam na problemática em questão. De início, tem-se a noção de que a Constituição cidadã de 1988, assegura a todos os indivíduos o direito a saúde. Porém, a falta de colaboração da sociedade no que tange ao aleitamento materno faz com que aquilo que está presente na lei não seja cumprida na prática, uma vez que várias mães são julgadas e desrespeitadas quando amamentam os seus filhos em locais públicos. Em suma, é fundamental que os cidadãos reconheçam o seu papel para a construção de uma comunidade comprometida com a saúde de todos os recém-nascidos. Além disso, nota-se, ainda que a falta de informação sobre a importância do leite materno também é responsável pelos baixos índices de aleitamento. Segundo o secretário da saúde, Raphael Parento, o ato de amentar é importante para sociedade como um todo. Pois, diminui o risco de mortalidade infantil e de diversas doenças, aumentando assim a expectativa de vida. Muitas pessoas acreditam, erroneamente, que ingerir apenas o leite nos seis primeiros meses de vida não é suficiente para garantir a nutrição do bebê. Dessa forma, é necessário ampliar o acesso à informação para desmistificar os mitos sobre a amamentação. Torna-se evidente, portanto, que a questão do aleitamento materno no país precisa ser revista. Em razão disso, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia socialmente engajada, deve ampliar as campanhas publicitárias nos diversos meios de comunicação sobre o respeito a amamentação. Tal ação, com o intuito de informar a população sobre esse assunto, para que a amamentação seja respeitada em qualquer local. Ademais, o Ministério da Saúde, deve difundir, também, nos meios de comunicação a importância nutricional da amamentação e como ela auxilia na relação familiar. Destarte, o baixo índice de aleitamento materno deixará de ser uma problemática no país.