Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 10/12/2020

Apesar de o leite materno ser o alimento mais completo e importante para o início da vida, os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que apenas 39% das crianças brasileiras de até 5 meses se alimentam exclusivamente dele. Portanto, é necessário que o aleitamento materno seja ampliado a fim de garantir a saúde e longevidade infantil. Para isso, deve-se alertar as mães sobre as recomendações alimentícias, além de incentivar a extensão da licença maternidade atual no Brasil.

Em primeiro plano, deve-se compreender que o leite materno é a alimentação  perfeita para suprir todas as necessidades da criança até seus seis meses de idade. Ademais, a OMS afirma que com o consumo dele junto a outros alimentos até os dois anos de idade, diminui significativamente os índices de disenteria e pneumonia entre os bebês. Logo, com a forma mais natural e instintiva de alimentação, pode-se aumentar a imunidade dos pequenos e reduzir a mortalidade infantil do país.

No entanto, para que isso seja efetivado, há dois grandes desafios: a conscientização das mães e a extensão da licença maternidade no Brasil. Prova de que o primeiro não está acontecendo de forma eficiente é o documentário brasileiro sobre obesidade infantil chamado “Muito além do peso”, no qual há mães dando refrigerante e leite de vaca para crianças de colo. Assim, infere-se que essas não foram devidamente orientadas sobre os males de suas atitudes. Outrossim, há a curta licença maternidade dado no país. Enquanto países da Europa como o Reino Unido dão licenças de um ano, o Brasil só garante quatro meses. Por consequência, mães que trabalham fora de casa interrompem o aleitamento natural antes do tempo recomendado.

Mediante o exposto, é essencial buscar alternativas para aumentar os índices de aleitamento materno no país. Para isso, o Ministério da Saúde ligado a Receita Federal deve oferecer subsídios aquelas empresas que oferecerem licenças maiores que a da Constituição, para assim incentivar a sua extensão e, consequentemente, a amamentação. Ligado a isso, o Ministério da Saúde deve realizar campanhas televisivas e midiáticas ressaltando a importância da alimentação e os benefícios que ela traz para a mãe e para o filho. Com essas medidas efetuadas, será possível garantir uma melhor qualidade de vida e longevidade para as crianças, assim como recomendado pela OMS.