Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 06/09/2020
Consoante o sociólogo alemão Dahrendorf no livro “A lei e a ordem”, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam a sua validade. Na contemporaneidade, notam-se desafios relacionados ao aleitamento materno por parte de um precário sistema de saúde e da falta de direitos as mães. Portanto, é notório que o precário sistema de saúde impede o acesso as informações adequadas para a amamentação e, logo, impossibilita as condições para crescimento saudável das crianças brasileiras.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que o aleitamento materno, no Brasil colonial, já era tido como importante para o desenvolvimento das crianças, de forma que existia uma escrava denominada de ama-de-leite que amamentava o bebê alheio quando a mãe estava impossibilitada, porém, nos dias atuais, é proibido esse tipo de amamentação, devido ao risco de transmissão de algumas doenças, como sarampo, rubéola, varicela. Nesse sentido, o aleitamento materno é fundamental para a saúde do bebê e da mãe, pois proporciona todos os nutrientes necessários para uma criança até os seus seis meses de idade. Além de fortalecer o sistema imunológico, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, crianças amamentadas até os seis ficam menos doentes e são mais bem nutridas. Dessa forma, é necessário o auxílio as mães para que elas consigam amamentar até a idade correta.
Em segundo plano, a aleitamento é considerado fundamental para o desenvolvimento do bebê, no entanto, notam-se desafios relacionados a esse ato por parte das mulheres inseridas no mercado de trabalho, no Brasil, a legislação trabalhista garante a sua licença até os quatro meses e continuar com o aleitamento completo, porém, muitos ambientes de trabalhos não possuem cantos específicos para o aleitamento, de modo que muitas acabam sendo vítimas de preconceito. Além disso, a situação das mulheres inseridas em trabalhos informais é ainda pior, pois não gozam de nenhum direito trabalhista, conforme o G1, as mulheres com licença tiveram prevalência de amamentar 53% maior que as trabalhadoras informais. Dessarte, é necessário ajustar as normas para a efetivação do aleitamento completo.
Infere-se, então, que a amamentação é essencial para o desenvolvimento das crianças. Desse modo, é imperiosa a ação do Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério do Trabalho, que devem promover políticas públicas para a resolução de diversas questões sociais que impossibilitam o aleitamento materno completo, por meio da ampliação dos direitos trabalhistas para mães formais e informais, como também, orientar as gestantes de como amamentar, de maneira a garantir o crescimento saudável das crianças brasileiras e, por conseguinte, resultar em população fortalecida.