Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 12/09/2020
No atual contexto social brasileiro, o acompanhamento materno vem ganhando cada vez mais destaque, em especial no que tange aos empecilhos vinculados à amamentação, pois esse ato não tem alcançado os seus adequados índices, o que tem posto em risco os seus envolvidos. Esse cenário preocupante fomenta ações mais efetivas do poder público e da sociedade civil,em prol de modificar tal quadro.
Com efeito, apesar da existência de estratégias governamentais para incentivar a prática da amamentação, a exemplo do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno que busca orientar as recentes genitoras da importância dessa prática,principalmente,durantes os seis primeiros meses dos recém-nascidos,ainda são insatisfatórios os informes orientativos acerca da importância dessa atividade e dos métodos menos dolosos para dar continuidade a amamentação. Nessa perspectiva de displicência política diante do tema, o Brasil se enquadra para não alcançar a meta imposta pela OMS de que, em 2025, 50% das crianças estejam amamentando. Todo esse cenário de garantias legais não postas em prática atesta a ineficácia política como uma circunstância que contribui para uma fragilidade hormonal e imunológica da lactante e do seu filho.
Ademais, a nação tupiniquim possui numerosos tabus em relação ao ato de amamentar, o que colabora para o excesso de julgamentos e cobranças feitas em cima dessas mulheres, como é exposto pelo documentário ‘De peito aberto’ que retrata o olhar da sociedade diante dessa temática. Em face disso, uma precária busca e difusão de mais informações acerca dessa temática é vista na sociedade civil, o que tem incitado uma atuação mais ostensiva das principais instituições formadoras de opinião, com o fito de remodelar esse panorama.
Portanto, a fim de mitigar as adversidades impostas ao aleitamento no Brasil e , dessa forma, possibilitar um melhor convívio social, compete ao Governo Federal ampliar os informes elucidativos à comunidade acerca da importância do ato de amamentar ,por intermédio de mais postagens patrocinadas em redes sociais ou de palestras em espaços públicos voltadas a esse assunto,as quais sejam capazes de esclarecer os benefícios que esse ato possui, como a regularidade hormonal da genitora e do fortalecimento imunológico dado a criança, por exemplo.Outrossim, compete a mais famílias e escolas intensificarem a promoção de um paradigma cultural que incentive e normalize a prática correta do alactamento, por meio de, respectivamente, mais debates domésticos sobre o tema e mais palestras escolares ministradas por profissionais capacitados, como pediatras. Assim, o País poderá se enquadrar nos padrões ideais propostos pela OMS.