Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 14/09/2020

O aleitamento materno está presente na humanidade desde a antiguidade, já que na mitologia grega existem diversos relatos de personagens que amamentavam seus filhos,bem como a deus Hera,esposa de Zeus. Fora da ficção, essa prática é uma realidade na vida de inúmeras mulheres,isso porque, com o passar dos anos, a ciência descobriu diversos benefícios que o leite materno gera à saúde da mãe e do bebê. Contudo,há desafios na atual sociedade brasileira que dificultam que uma criança receba exclusivamente o leite da mãe. Isso acontece devido principalmente aos padrões impostos à mulher e a negligência governamental acerca do período de licença-maternidade vigente no Brasil.

Inicialmente, é importante salientar que uma gestante possui várias limitações ao estar mais suscetível a problemas na saúde. Logo, a produção de leite na mulher - embora não ocorra em algumas - as que ocorrem devem aproveitar ao máximo o período de amamentação, haja vista que além de diminuir as chances de problemas cardiovasculares e metabólicos na mãe, o aleitamento colabora também para que que o útero volte ao seu tamanho natural mais rápido. Entretanto, muitas evitam a amamentação. Os motivos vão desde questões estéticas relacionadas aos seios, como também a frequência do ato e a dor causada. Desse modo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 38% dos bebês são alimentados exclusivamente com o leite da mãe.

Além disso, a introdução do leite industrializado junto ao natural na alimentação do neném, nem sempre é uma escolha da mãe, mas, uma necessidade, tendo em vista a legislação vigente no país, em que a mulher possui apenas 4 meses remunerados de licença-maternidade, tendo que assim voltar a trabalhar após este período. Dessa forma, o crescimento do bebê é diretamente afetado, pois, a OMS afirma que o leite da mãe deve ser ingerido até no mínimo os 6 meses de vida, pois, além de nutrientes, vitaminas, minerais e células-tronco, esse alimento possui anti corpos imprescindíveis à saúde dele, podendo evitar enfermidades, como pneumonia, diarreia e asma.

Logo, torna-se evidente, portanto, a necessidade de que medidas sejam tomadas. Assim sendo, o Governo Federal junto ao Poder Legislativo, devem garantir o tempo mínimo de 6 meses da mãe com o filho, por meio do aumento do período de licença-maternidade remunerado, para que voltar ao trabalho não seja um impasse no aleitamento materno. Ademais, segundo Mahatma Ghandi, a saúde é o resultado não só de atos, como também de pensamento. Dessa maneira, o Ministério da Saúde, deve tentar mudar o pensamento de mulheres acerca dos padrões estéticos que impedem muitas de amamentarem seus filhos, por intermédio de campanhas televisivas que abordem a infinidade de benefícios que esse método gera, para que assim, os índices da OMS possam ser garantidos no Brasil.