Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 09/10/2020
Amamentar: pudor ou amor?
Todos os seres vivos necessitam de uma alimentação adequada para que aconteça a digestão, nem que seja por endocitose, como os unicelulares ou com a utilização da boca, como a maioria dos animais. Assim, desde o parto já é necessário algo que nutra o recém-nascido, e no caso dos mamíferos, o leite. Desse modo, para os animais é comum amamentar seus filhotes a todo o momento, mas para as mulheres é um grande problema porque as mamas femininas são, para muitas pessoas, sensualizadas, e quem sofre é o pequeno que não pode ser alimentado a qualquer momento. Esta vergonha de amamentar em público precisa ser superada e tornar-se normal, pois é fonte de nutrição.
Primeiramente, o leite materno é o alimento mais adequado para bebês de até seis meses porque ele possui todos os nutrientes para uma boa digestão, proteínas, carboidratos e açúcares exclusivos. Ele, além de ser muito importante nutricionalmente, também faz com que ato de amamentar crie laços afetivos entre a mãe e a criança por conta do contato, melhorando o sistema imunológico.
Além disso, a sucção do bebê ao ser amamentado não prejudica nas arcadas dentárias, diferente do que acontece com as crianças que são dependentes de mamadeira e chupeta que são feitas de plásticos. Outrossim, os leites em pó (fórmulas) ainda não são capazes de substituir perfeitamente o leite produzido pela mãe e podem causar cólicas nos bebês ou prisão de ventre.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater a problemática, como dever do Estado formular uma lei para que defenda as mães que amamentam, a fim de normalizar o aleitamento ao público e não sensualizar um órgão, como faz a maioria dos homens, que na verdade é responsável por nutrir. Além disso, esta deveria punir alguém que se pronunciasse contra e ofendesse a mulher. Desse modo, será possível construir uma sociedade que não vulgarize a mulher por cumprir seus deveres de alimentação.