Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2020
Lançada em 2017, a série canadense “Supermães”, por meio de seu caráter jocoso, retrata os diversos obstáculos enfrentados diariamente pelas mães de crianças pequenas ao redor do mundo na Idade Contemporânea. Análogo a isso, no Brasil, essas mães encaram dificuldades, principalmente no que tange ao aleitamento materno. Sob essa perspectiva, menos de 40% dos bebês brasileiros alimentam-se exclusivamente de leite materno, em conformidade com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Por isso, é imporante analisar que esse baixo índice ocorre, sobretudo, em virtude da carência de investimento governamental na saúde do povo somada ao preconceito persistente na sociedadae brasileira.
Em primeiro lugar, ressalta-se o papel da aplicação financeira nesse cenário. Nesse sentido, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil investe menos do que a média mundial na sanidade de seus habitantes. Dessa forma, a falta de investimento na área da saúde implica a escassez de funcionários, como médicos e enfermeiros, para instruir as mães quanto à importância da amamentação, haja vista as dificuldades por elas enfrentadas, a exemplo das dores. Como prova disso, conforme a pediatra Nathalia Sarkis, um dos principais motivos para o desmame precoce é a falta de informação. À vista disso, verifica-se a importância do investiemento financeiro nessa conjuntura.
Além disso, salienta-se o tabu no corpo social brasileiro quanto à amamentação em público. Nesse contexto, de acordo com a OMS, menos de 65% das mulheres consideram normal amamentar em locais coletivos. Dessa maneira, o preconceito social acerca do aleitamento materno em ambientes coletivos é um entrave à promoção do alactamento no país, uma vez que essas mulheres são impedidas de amamentar em público. A título de exmplo, consoante a Organização das Nações Unidas (ONU), quase metade das mães brasileiras já sofreram preconcieto por amamentar em ambientes comuns. Frente a isso, explicita-se a necessidade de medidas para reverter esse cenário.
Em síntese, a falta de aplicação financeira, associada ao preconceito social, é um obstáculo para o alactamento no país. Logo, cabe ao Ministério da Saúde (MS), por intermédio de investimento público, contratar profissionais, como médicos e enfermeiros, em hospitais e postos de saúde, a fim de orientar as mães quanto à importância do leite materno na nutrição das crianças. Ademais, ele deve, em parceria com o Ministério da Cidadania (MDS), mediante veículos comunicativos de amplo alcance, a exemplo da televisão e das redes sociais, informar a população acerca da naturalidade da prática mamentação materna, com o fito de torná-la habitual na sociedade. Assim, com essas intervenções, espera-se combater os entraves para o aleitamento materno no Brasil.