Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 10/11/2020

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do Sistema Judiciário Brasileiro - assegura o direito à alimentação para todos os brasileiros. Entretanto, nota-se que a realidade do país é divergente daquela prescrita pela Carta Política, haja vista as adversidade da amamentação no Brasil. Dessa forma, a falta de informação e apoio oferecido à mãe, bem como o preconceito social para aceitar tal ação, prejudica a concretização da prática. Assim, o Governo Federal e a escola devem tomar medidas para erradicar tais problemáticas.

Nesse contexto, percebe-se como a ausência de uma estrutura adequada do hospital oferecida à mãe dificulta o processo do aleitamento materno. Segundo conceitos geográficos, vive-se na contemporaneidade a desigualdade socioespacial, na qual certas regiões possuem melhores espaços, como hospitais adequados e outras não. Infelizmente, os locais mais precários de assistência médica banaliza a vida da mãe e do filho, pois sem o ensinamento correto sobre as necessidades do leite materno - que é a fonte de alimento que possui anticorpos e nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê - a criança não o receberá. Por conseguinte, a criança fica exposta à doenças, sem as células de defesa necessárias, como a pré-disposição à obesidade, de acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ademais, é nítido como o preconceito da amamentação é uma consequência da objetificação do corpo da mulher. A partir de raízes históricas e culturais, salienta-se como o corpo da mulher sempre foi visto como algo para satisfazer o homem, considerando os alarmantes casos de estupros, desde a época colonial. Dessa maneira, a partir do momento em que o sexo feminino deseja compartilhar o seu corpo com alguém que não é o homem, observa-se o repúdio pelo sexo masculino por tal prática, que por exemplificação seria o aleitamento. Portanto, conclui-se que é a partir do patriarcado que ocorre o preconceito em relação à amamentação.

Diante do exposto, é necessário que haja mudanças para que sejam garantidos os direitos da Magna Carta. Desse modo, o Governo Federal deve construir hospitais em áreas carentes, por meio de verbas públicas. Além disso, a escola, principal instituição educacional, deve alertar seus alunos sobre a importância da amamentação, mediante palestras, com o intuito de que eles propaguem tais conhecimentos e assim, seja minimizado o preconceito.