Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Desde o início do século XX, os acontecimentos relacionados a Grande Guerra Mundial e o apogeu da industrialização promoveram, como consequência, a inserção feminina no mercado de trabalho. No entanto, tais fenômenos influenciaram, diretamente, o processo de amamentação, visto que as demandas do labor reduzem o tempo que a mulher possui para amamentar o seu bebê. Com efeito, deve-se discutir sobre o aleitamento materno em questão no Brasil, especialmente, tratando-se da sua importância para o desenvolvimento humano, bem como o atual panorama brasileiro.
Em princípio, é mister compreender a importância da amamentação sob a perspectiva da saúde. Assim, segundo uma pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é indicado que o aleitamento materno seja feito de modo exclusivo durante os seis primeiros meses de vida, pois tal alimentação concede ao bebê os nutrientes elementares para seu desenvolvimento inicial. Em contrapartida, no Brasil, apresenta-se uma média de apenas 54 dias em comparação com o tempo recomendado. Nesse sentido, é possível afirmar que existem fatores externos que influenciam a decisão da mulher quanto o intervalo da aleitação, como as necessidade que muitas mães enfrentam em retornar ao trabalho, na medida em que exercem uma função autônoma.
Consequentemente, a redução do tempo de aleitamento promoverá, infelizmente, ausência de benefícios para a vida do bebê, porquanto este é essencial para um crescimento saudável. Sabendo disso, conforme o site “Super Interessante”, o leite materno pode ser sintetizado como a medicina mais personalizada que existe, isto é, devido a sua abundância de nutrientes e vitaminas contidas em sua composição. Dessa forma, reconhece-se que o alimento fundamental para o aperfeiçoamento biológico do bebê é provido, especialmente, pela mãe, sendo assim, é preciso implementar medidas que patrocinem este procedimento.
Evidencia-se, portanto, que o aleitamento materno é de extrema importância para a vida do indivíduo, como também, é necessário implementar no Brasil medidas que favoreçam este contato. Para isso, o governo Federal, com apoio econômico do Ministério da Economia (ME), deve fomentar o tempo de amamentação, por meio da criação da “Bolsa-Amamentação”, que buscará auxiliar financeiramente mulheres em situação de serviço autônomo, possibilitando, desse modo, que estas mães dediquem mais tempo para a aleitação. Como resultado, espera-se que os índices de amamentação brasileira superem os recomendados pela OMS, como também, contribuam para o desenvolvimento da população infantil da nação.