Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 22/11/2020
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira encontra-se com a mesma problemática no que diz respeito ao aleitamento materno. Nesse contexto, a amamentação em público é um desafio no país e persiste, devido não só à ausência de debates como também a falta de conhecimento da população.
A princípio, a falta de conhecimento classifica-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informações sobre a importância e o direito à amamentação, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação da questão.
Além disso, outra dificuldade encontrada é o silenciamento. O filósofo Foucault defende que, na sociedade pós-moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Dessa forma, percebe-se uma lacuna no que se refere ao debate em torno da amamentação em público, onde o patriarcado tenta impedir que mulheres amamentem suas crianças em ambientes de convívio social, transformando o ato em algo inapropriado. Assim, sem diálogo sério e massino sobre tal assunto, sua resolução é impedida.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação juntamente ao Ministério da Saúde, deve promover palestras, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses orgãos, por meio de entrevistas com vítimas e especialista no assunto. Além do mais, tais eventos devem ser abertos para toda a comunidade, com o objetivo de dar voz aos que sofrem com com o problema e trazer mais lucidez ao maior número de pessoas sobre a importância e o direito ao aleitamento materno em público.