Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 25/11/2020

As “amas de leite” foram personagens importantes para a criação de muitos filhos dos senhores de engenho durante o período colonial,dado a importância do aleitamento materno.Longe do viés histórico,e adentrando-se a realidade nacional,percebe-se a permanência da importância da amamentação materna para a formação saudável do bebê,assim como os empecilhos sofridos por algumas mães ao encarar o processo de lactação materna no Brasil.

Pontua-se,em uma análise inicial, a relevância do aleitamento materno como elemento crucial para a prevenção de doenças nos bebês.Uma vez que o leito materno se faz essencial(no que diz respeito a formação imunológica saudável,prevenção de alergias,além do auxílio na formação nutricional desse bebê) para a criança até os seis meses de idade.Uma prova concreta da importância do aleitamento materno é,segundo a OMS(Organização Mundial de Saúde),o fato de que crianças amamentadas por menos de seis meses tem cerca de 15% mais chances de serem obesas e desenvolverem doenças crônicas(como hipertensão e diabetes,por exemplo) em idade adulta.

Outrossim,as adversidades sofridas pelas mães que optam pelo aleitamento materno corroboram para o decréscimo desse prática.Uma amostra desse cenário é a constatação,segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de que apenas 40% das mães brasileiras amamentam seus filhos até os seis meses de idade(conjuntura recomendada pela OMS -Organização Mundial de Saúde-). Tal quadro decorre da dificuldade que algumas mulheres possuem em garantir o aleitamento devido as suas demandas trabalhistas(já que a licença maternidade ofertada pelo INSS -Instituto Nacional do Seguro Social- é de apenas 120 dias). Desse modo,verifica-se,como consequência, uma falha na CLT -Consolidação das Leis Trabalhistas- de Getúlio Vargas,a qual deveria dispor o bem estar pessoal dos trabalhadores nativos como prioridade,situação incoerente com a realidade de muitas mães brasileiras.

Urge,portanto,que para a garantia do aleitamento materno no Brasil, o Governo Federal,com o auxílio do Ministério do Trabalho e do Senado Federal, deve reformular as leis trabalhistas direcionadas à licença maternidade vigente no país.Tais reformulações devem ser realizadas,por intermédio de juristas e senadores , com o intuito de ampliar o período de licença maternidade de 4 para 6 meses,visto que esse é  o período mínimo que uma criança necessita para usufruir de todos os benefícios do leite materno durante seu período de desenvolvimento.Desse maneira, o aleitamento materno se tornará uma demanda mais humanizada e dentro do alcance da realidade das mães brasileiras empregadas,assim como essas estarão mais próximas da vivência que as índias tupinambás tinha com os seus filhos no período colonial(já que essas amamentavam seus filhos por no mínimo 6 meses).