Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
A sociedade hodierna está, segundo o sociólogo Zygmount Bauman, cada vez mais “líquida”, com constantes transformações. Nesse sentido, houve mudanças no cotidiano das mulheres: estão cada vez mais focadas na vida profissional, o que acarreta, infelizmente, na diminuição do aleitamento materno. Portanto, é um problema de várias vertentes que precisa ser mitigado, pois é de extrema importância para a saúde do bebê.
A priori, impasses há diversos que impedem a amamentação contínua. Nesse viés, de acordo com a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, como principais causas estão relacionadas à pega incorreta, quando o bebê está na posição errada para o aleitamento, que, consequentimente, trará dores às mães; e pelo motivo de não se sentirem confortáveis na amamentação em público. Dessa forma, parece mais vantajoso para como lactantes substituir o leite materno por fórmulas que não trarão possíveis os desconfortos. Todavia, esses pensamentos não podem se perptuar necessitando de medidas que reduzem esses entraves.
Outrossim, existe uma grande variedade de benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê acerca da amamentação, que segundo a Organização das Nações Unidas (OMS) deve durar no mínimo seis meses. Nesse ínterim, são exemplos dos benefícios: a redução do risco de mortalidade na infância, a proteção contra determinadas doenças e doenças para o neném, diminuição da propabilidade da ocorrência do câncer de mama e ovariano, além de diminuir o sangramento uterino pós-parto. Por conseguinte, é notório a importância de não parar precocemente a amamentação para que não seja perdido os benefícios e seja garantido os melhores cuidados para ambos.
Em suma, o aleitamento materno apresenta diversos impasses, precisando de uma solução. Desse modo, é mister que o Ministério da Saúde, por meio de verbas, amplie a capacitação dos profissionais de saúde, com palestras e minicursos, para que sejam solicitados de usar corretamente para como lactantes a forma de amamentar e, assim, decrescer a quantidade que desistiu pela pega e dor. Ademais, urge que a Mídia, por intermedio de parcerias com o governo, faça propagandas sobre a importância do aleitamento, de forma simples e clara, a fim de que toda a população perceba a necessidade de não interomper e aceite a amamentação em locais públicos, por exemplo. Destarte, poder-se-á valorizar o aleitamento materno e tornar essa prática majoritária.