Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 13/12/2020
Promulga pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Nacional dos Direitos Humanos garante á todos os cidadãos o direito a segurança e ao bem estar. Entretanto, a questão do aleitamento materno se torna um empecilho na sociedade. Dessa forma, não só o machismo instalado, mas também a falta de legislação em prol da mulher que é mãe torna obsoleto o desenvolvimento do Brasil.
Precipuamente, é fulcral pontual que o machismo instalado é uma adversidade presente na sociedade. Segundo o filósofo Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e a consideração por parte do Estado. Nessa lógica, é notório em que o Brasil é um país onde a mulher muita das vezes não é contratada em uma empresa pelo fato de poder engravidar e ter que tirar licença maternidade, desse modo trazendo prejuízos á empresa. Desse modo, quando mulheres são bem sucedidas e vem á engravidar muitas não amamentam seus filhos até a idade correta por conta de terem medo de serem mandadas embora. Tal questão é inaceitável e atrapalha a isonomia da República Federativa do Brasil.
Ademais, a falta de legislação em prol da mulher se torna uma dificuldade enfrentada por essa comunidade. Segundo Rousseau o homem é determinado pelo meio em que vive. Segundo a UNESCO no Brasil somente 36,6% das crianças são amamentadas até o 6 mês de vida, deixando evidente que as mães não conseguem dar a nutrição necessárias ao seus filhos por terem que voltarem nos quarto mês de vida do bebê ao trabalho, por conta da negligência por parte do governo, podendo assim trazer para o futuro riscos á saúde dessa criança por não ter tido o aleitamento materno até uma idade apropriada para sua nutrição. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas.
Portanto, providências são necessárias. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de Organizações Não Governamentais, crie espações nas cidades incentivando as mulheres á amamentarem seus filhos até a idade de dois anos, considerado o correto por parte do Ministério da Saúde e por parte do poder legislativo se cria uma lei onde a mulher possa tirar licença até a criança completar dois anos e não poderá ser mandada embora em exatos três após seu retorno da licença. Assim, se consolidará uma sociedade mais democrática, onde o Estado desempenha corretamente seu “Contrato Social”, tal como afirma John Locke.