Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 16/12/2020
No final do século XIX, com o advento da revolução industrial o declínio da amamentação em relação ao aumento do uso de leite airtificial trouxe consequências desastrosas aos bebês da época. Embora, hodiernamente o aleitamento materno no Brasil seja referência mundial, ainda existem alguns obstáculos para assegurar essa prática imprenscidível. Nesse viés, covém analisar como o preconceito e a falta de informações agravam a problemática.
A princípio, é válido ressaltar as relevâncias da promoção do aleitamento materno de forma plena. Em sua obra Casa Gande e Senzala, Gilberto Freyre atribui grande importância ao processo de amamentação feito pelas amas de leite na formação brasileira. Consoante a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), confirma esse importância garantindo que o leite é um alimento completo e afirma que crianças que não são amamentadas durante os primeiros meses de vida possuem 22% a mais de chances de desenvolverem doenças. Diante desse cenário, é nítido que o aleitamento materno proporciona entre seus inúmeros benefícios, a redução na incidência de doenças infecciosa e das alergias graças ao seu aporte nutricional adequado para a criança. Sendo assim, é razoável que o Estado assegure o aumento da amamentação para garantir a segurança materno-infantil.
Contudo, existem algumas distorções para essa prática. Infelizmente, o contexto social oprime e mistifica a amamentação. Segundo uma pesquisa realizada pela Vvale, 47% das brasileiras relatam ter sofrido preconceitos em amamentar em público. Isso se deve principalmente a sexualização do corpo feminino que limita os seio da mulher dissociando-os de seu papel principal, o que acaba causado julgamentos e constrangimentos. Além disso, a falta de informações e de suporte público dificultam a execução correta da amamentação e favorecem crenças de que o leite materno é fraco e insuficiente para a nutrição e ganho de peso dos seus bebês, causando inseguranças nas mães que preferem inserir fórmulas alimentares nas rotinas maternais e abandonam gradativamente a amamentação.
Portanto, para que o aleitamento materno ocorra de forma efetiva no Brasil, o Ministério da Saúde deve criar programas para incentivar e desmitificar o aleitamento materno. Isso deve ser feito por meio da criação de palestras em todas as Unidades Básicas de Saúde brasileiras realizadas todas a semanas por médicos e enfermeiros consultores de amamentação que deverão mostrar de forma objetiva e detalhada a importância e todos os benefícios do aleitamento exclusivo, também deverão dar dicas de como realizar na prática a pega correta de forma simples e sem sofrimento e ajudar na desconstrução de preconceitos e estigmas em relação ao corpo feminino. Com efeito, o aleitameto materno aumentará no século XXI e não terá mais o crescimento do aleitamento artificial.