Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

O Estatuto da Criança e do Adolescente -norma de proteção ao grupo infatil da coletividade- garante o acesso à saúde plena. Entretanto, os bebês brasileiros estão distantes da realidade prometida pela legislação referida, uma vez que muitos padecem de uma amamentação segura e sadia que é essencial para sua nutrição. Tal conjuntura ocorre em virtude não só da falta de instrução de várias mães, mas também pelo preconceito que o aleitamento em público possui, logo é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação.

Diante desse cenário,é imperioso ressaltar que o pouco acesso à informações sobre a amamentação, especialmente em relação às lactantes iniciantes,contribui para a consolidação da problemática abordada.Consoante a isso, o filósofo Schopenhauer elucida que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo.Nesse sentido,percebe-se que se as mães não forem instruídas no procedimento de aleitamento por profissionais da pediatria,certamente terão dificuldades para amamentar seus filhos e optarão por uma alimentação que não é a recomendada pelo Ministério da Saúde,leite materno até os 6 primeiros meses.Dessa forma,não é razoável que os recém-nascidos tenham sua qualidade de vida reduzida pela ineficiente assistência as suas progenitoras.

Além disso,deve-se analisar o olhar preconceituoso de parte da coletividade diante da figura da mãe amamentando seu filho em público como fator de perpetuação do aleitamento reduzido. Nesse viés, é possível retomar a formação patriarcal histórica do Brasil,a qual desde o Périodo Colonial induz as mulheres a permanecem em espaços privados, inclusive para cuidar de seus tutelados. Sob essa ótica, denota-se que há uma opressão da figura feminina no aleitamento em lugares coletivos que torna a mulher receiosa e permeia olhares de desagrado de outrem. Assim, enquanto o ato da genitora alimentar seu bebê fora de casa for esteriotipado de modo negativo, as lactantes são fomentadas a diminuírem essa prática, o que fomenta a nutrição inadequada das crianças.

Depreende-se,portanto,que a amamentação no Brasil é uma temática imprescindível e que carece de soluções.Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde otimizar o atendimento explicativo das mães de recém-nascidos,por meio da ampliação de campanhas de aleitamento nos postos e hospitais,nas quais médicas e enfermerias tirem dúvidas e guiem as lactantes nesse procedimento,a fim de motivar uma nutrição adequada desde a infância.Ademais,é mister que o Ministério da Mulher,da Família e dos Direitos Humanos publicam propagandas televisivas e virtuais de apoio ao respeito da amamentação em ambientes coletivos e de combate ao esteriótipo ruim apregoado historicamente a essa ação.Dessa forma, pressupõe-se que o Estatuto da Criança e do adolescente estar mais próximo da materialização.