Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 04/01/2021
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno é necessário para o bebê por um período mínimo de seis meses. Porém, a realidade no Brasil é oposto disso, visto que um dos desafios é amamentação em público, no qual mulheres sofrem preconceito e são sexualizadas. Ademais, algumas mães substituem seu leite materno pelo artificial, com isso a criança cresce sem nutrientes necessários.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito contra a amamentação em público. Nesse sentido, segundo a Pesquisa Global sobre aleitamento materno 2015, o Brasil não é só país com maior índice de amamentação, com 64%, mas também o que mais sofre preconceito, com 47%. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jonh Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que as cidadãs desfrutem de direitos indispensáveis, como a proteção à maternidade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a substituição do leite materno pelo leite artificial como impulsionador da falta de nutrientes em crianças. Segundo a UNICEF, bebês que recebem leite materno tem mais vitaminas, minerais e menos propensão a ficar doente. Diante de tal exposto, é evidente como o leite materno é essencial para saúde de bebês e para auxilío durante todo o seu crescimento, além disso, mãe e filho criam uma aproximação e vinculo mais forte. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que o Poder Legislativo, por intermédio de lei, puna todos os indivíduos que tenham atos preconceituosos contra mulheres no momento de amamentação, a fim de que mães possam exercer seu direito de aleitamento materno com segurança. Além disso, o Ministério das Telecomunicações deve alertar por meio de comerciais e videos em redes sociais, sobre a importância do aleitamento materno, para que as mães não deixem ou substituem esse método. Assim, se consolidará uma sociedade com mais mães exercendo o amamentamento e sem sofrer preconceito, no qual o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Jonh Locke. ;;;;;;;