Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

Amamentar significa cuidar de uma vida e representa um dos vínculos afetivos mais importantes, sobre os quais a evolução humana ainda não conseguiu substituir. Entretanto, ao analisar o contexto social e histórico do Brasil, infere-se que essa prática é uma problemática paradoxal. Se por um lado, houve avanços com a maturidade das mães e com a disseminação de informações, por outro lado, muitas brasileiras esbarram no preconceito.

Convém salientar, primeiramente, que o advento da Revolução Industrial, sobretudo no século XIX, permitiu a ascensão dos meios tecnológicos de comunicação, como a internet e os celulares. Desse modo, chegou-se até as residências familiares os aspectos positivos da amamentação, bem como a troca de experiências maternas, dados científicos que comprovam a sua importância e a resolução de dúvidas. Tal realidade proporcionou maior segurança e maturidade das mães, corroborando para um crescimento do aleitamento no país. Segundo a obstetra Simone Figueiredo, o aleitamento promove o desenvolvimento dos bebês, combate infecções, alergias e doenças oportunistas e, portanto, é indubitável o contínuo incentivo social às lactantes em todo o território nacional.

No entanto, em pleno século XXI, ainda existem pessoas que praticam o preconceito e discriminação contra a amamentação. A objetificação do corpo feminino transformou os seios em objeto sexual, símbolo de desejo, levando a sociedade a sexualizar um ato de cuidado e amor entre mãe e filho. Nesse sentido, tal discriminação, ocorrida principalmente em ambientes públicos, gera constrangimento familiar, fere o exercício da liberdade, além de infringir a lei nacional que garante o direito à amamentação, seja em locais públicos ou privados. Portanto, deve-se romper com tal preconceito.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham ampliar a questão do aleitamento materno no Brasil. Para isso, é fundamental campanhas do Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da saúde, em todos os setores da sociedade, promovendo palestras com profissionais em empresas, escolas e universidades sobre o preconceito e o respeito a amamentação. Ademais, é importante continuar disseminando o conhecimento dos benefícios do leite materno, a fim de que famílias conheçam o privilégio de amamentar e incentivem as futuras gerações.