Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Em face à difícil situação que as mães brasileiras são obrigadas a viver, é possível enxergar um grande dilema quando se fala sobre aleitamento materno no país. É fato que não existe alimento mais completo durante o crescimento da criança, porém sua importância ainda é subestimada, uma vez que muitas mães não têm recursos e conhecimentos suficientes de amamentarem seus filhos de maneira adequada — e sofrem preconceito ao fazerem isso em público —, como conseguinte, muitas param antes do momento apropriado.
A priori, certamente todos conhecem alguma mulher que já sofreu preconceito por dar de mamar em público, sendo taxada de vulgar e afins. Conforme um estudo feito pela marca de produtos de amamentação Lansinoh, cerca de cinco a cada dez mães afirmam já terem passado por tal situação (47,5%), o que corrobora o machismo sofrido por tais, que precisam alimentar seus filhos.
Sob outro ângulo, é importante ressaltar que a dificuldade que as mães têm de aleitar de forma correta pela falta de conhecimento é muito grande, o que faz com que grande parte, de forma precoce, parar de amamentar. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), no Brasil apenas um terço das crianças (36,6%) são alimentadas com leite materno até a idade recomendada (6 meses de vida), tendo como causas medo de segurar o bebê ou algum tipo de dor.
Portanto, dessa forma pode-se notar que a falta de informação e o preconceito precisam ser erradicados para que tal empasse seja solucionado. Sabendo disso, com auxílio do Ministério da Saúde, devem ser feitos mais programas públicos de amamentação, em prol de dar mais suporte às mães. Ademais, com ajuda do Ministério das Comunicações, devem ser feitas campanhas e projetos de conscientização para a normalização do aleitamento materno, com a finalidade de acabar com os episódios de preconceito no Brasil.