Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão do aleitamento materno no Brasil. Nesse contexto, tornam-se evidentes como causas a insuficiência legislativa, bem como a má conduta midiática, ambos pretextos relacionados à falta de informação.
Decerto, pode-se apontar como empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência legislativa. Segundo Aristóteles, “A política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade”. Nessa perspectiva, é possível observar, no Brasil contemporâneo, a falta de políticas afirmativas que deveriam promover debates que elevem o nível de informação da população - sobre o que é e qual a importância do aleitamento materno, quais são seus benefícios e seus desafios.
Ademais, outro ponto relevante sobre essa temática é a má conduta midiática. Sob essa lógica, Martin Luther King dizia, “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Logo, pode-se notar que, no que se refere às consequências da falta do aleitamento materno, há uma lacuna no dever moral da mídia quanto à prática de conscientizar a nação de forma realista.
Assim sendo, é notória a dificuldade de formar um país mais ético, considerando a realidade do nível de informação dos brasileiros. A solução dessa problemática passa pela compreensão de que a formação educacional deve ser prioridade do Estado. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação -tendo o Ministério da Saúde à frente- deve criar um programa nacional que proponha reeducar o corpo social mais jovem, por meio de aulas e de palestras que ensinem a apologia ao respeito e ao conhecimento, para que se crie um sentimento de responsabilidade que garanta a dignidade e informação ao próximo.