Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 12/01/2021
É inegável que é durante a infância que desenvolvemos a saúde para a vida adulta, por isso a amamentação, alimento com um alto teor nutricional, é um tema muito debatido na comunidade cientifica. Embora toda sua importância, a falta de conhecimento sobre a excelência do leite materno e a herança preconceituosa do período colonial no Brasil, faz com que muitas mães optem por terceirizar a amamentação por meio de fórmulas artificiais.
Em primeira análise, observa-se que os benefícios que amamentação proporciona à mãe e a criança ainda não estão totalmente difusos na sociedade, uma vez que é preferido o uso de fórmulas infantis para que a criança ganhe peso, algo que propicia a obesidade e não supre as necessidades emocionais, nutricionais e imunológicas do nascido, segundo dados divulgados pela Organização Social da Saúde. Mediante estes fatos, é clara a seriedade que tem a educação sobre essa temática, pois a sua falta se torna problemas de saúde pública e agravam o desenvolvimento do indivíduo.
Além disso, há uma hostilidade com amamentação, pois muitas mulheres têm vergonha de aleitar em público temendo a vexação, devido à existência de um preconceito ligado ao período colonial no Brasil, no qual era transferido às escravizadas a função do aleitamento para que as senhoras de engenho não estivessem em posição de “inferioridade”. Tal fato, é extremamente preocupante, visto que com os estudos científico atuais acerca do aleitamento, não existe espaços para preconceitos arcaicos.
Diante os fatos expostos, evidencia-se que, para que haja mobilização sobre o aleitamento materno no Brasil, faz-se necessária a intervenção conjunta dos Ministérios da Educação e da Saúde. Ao primeiro, cabe realizar ações interdisciplinares envolvendo escolas e famílias para que seja difundido os conhecimentos sobre a amamentação. Já o Ministério da Saúde, será responsável por promover e expandir programas de incentivo ao aleitamento e ao Banco de leite materno em hospitais públicos e particulares. Assim, todos serão informados sobre as vantagens da amamentação, preconceitos serão paulatinamente destruídos e o leite materno se tornará acessível e prestigiado.