Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 10/04/2021
O documentário da netflix “A indústria da Cura”, mostra tratamentos alternativos utilizados por pessoas doentes em busca de um bem estar, utilizando o leite materno como fonte de nutrição, mostrando como esse alimento é rico em nutrientes. No Brasil, o aleitamento materno exclusivo ainda possui uma baixa adesão, essa visão significadamente negativa, se deve à falta de orientação a respeito da importância da amamentação, juntamente com o julgamento da sociedade durante o ato de amamentar em locais públicos.
Em primeira análise, o Brasil tem um histórico caótico quando se trata do aleitamento materno exclusivo, pois existe a cultura de que somente o leite materno não é suficiente para satifazer a criança. Nessa perspectiva, a pediatra do Instituto Muita Saúde, Aline Galy, afirma que a média do aleitamento materno exclusivo no país é de 54 dias, o que corresponde a menos da metade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 6 meses. Sob essa ótica, constata-se que a desinformação pode acarretar prejuízos na saúde da criança.
Desse modo, houve uma crescente melhora no número de mães que amamentam seus filhos, quando se tem apoio de uma equipe multiprofissional que auxiliam em todo processo. De acordo com a lei 8.002 de 16 de julho de 2015, que permite a realização do ato de amamentar, idependente da existência de área segregada ou reservada para esta finalidade. Dessa forma, fica claro o direito da mulher de amamentar quando e onde quiser, sem preconceitos de qualquer natureza.
Portanto, para a desestigmação associada á amamentação, é necessário uma ação conjunta da mídia e do Ministério da Saúde, onde a mídia teria o papel de mostrar, através de novelas, documentários, propagandas, que mamentar é dever da mãe e direito do filho. O Ministério da Saúde, realizando campanhas de conscientização a respeito dos inúmeros benefícios do aleitamento materno exclusivo para a mãe e para a criança, só assim para mudar essa realidade.