Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 12/04/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho, do poeta modernista, Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade, ao longo do seu desenvolvimento, encontra problemas em relação ao aleitamento materno. Nesse sentido, é notório que diversas mulheres, que estão amamentando, recebem vários julgamentos por fazerem tal ato em lugares públicos.

Sob esse viés, pode-se apontar como impecilho à consolidação de uma solução, o aleitamento materno em lugares públicos. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população no que diz respeito ao preconceito sobre a amamentação, influencia na circunstância do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a ineficiência legislativa por conta da intolerância da sociedade. De acordo com a pesquisa global realizada em 2015 pelo Lansinoh Laboratórios, no Brasil 47,5% das mulheres já sofreram preconceito ao amamentar em lugares públicos. No entanto, no que tange à questão da aleitação, muitos tratam de uma forma machista mulheres lactantes por estarem alimentando o próprio filho próximo de outras pessoas.

Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida para o desenvolvimento. Dessa forma, é imprescíndivel que a Organização Mundial da Saúde(OMS), crie campanhas nacionais de aleitamento por meio da mídia, a fim de conscientizar a população que o alactamento é um ato de resistência. Tal ação, deve ainda criar um ambiente não hostil à amamentação e, consequentemente, estaremos caminhando para ser um país menos intolerante.