Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 27/04/2021

A série mexicana “Mãe só tem duas”, traz a questão do aleitamento materno e seus desafios ao apresentar a realidade de duas mães. Essa discussão é pertinente pois muitas mulheres no Brasil e no mundo não amamentam por terem condição financeira que permite outras formas de alimentação, contudo, o vínculo entre mãe e filho é prejudicado e pode derivar problemas no desenvolvimento das crianças.

Segundo pesquisas do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani) do Ministério da Saúde do Brasil, a taxa de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses das crianças aumentou 16 vezes em relação aos últimos 34 anos; além disso, nosso país é considerado como referência mundial se tratando desse assunto. Por outro lado, em outros países, as regiões mais desenvolvidas economicamente são as que apresentam menor taxa de aleitamento, em oposição à regiões mais pobres, visto que o leite é a garantia de uma alimentação gratuita que as mães podem oferecer aos seus filhos.

Além dos muitos benefícios que o leite materno traz ao desenvolvimento e prevenção de doenças das crianças, é um poderoso fator para a formação de um íntimo vínculo de mãe e filho, tão importante para o desenvolvimento psiquico dos pequenos. Uma vez que a amamentação é o momento em que o bebê sente o calor e reconhece o cheiro da mãe, a importância desse ato ultrapassa os limites da nutrição alimentícia, permitindo que a criança se sinta segura e crie consciência de si. Assim sendo, a privação de tal vínculo pode acarretar uma série de distúrbios psicológicos que serão refletidos ao longo de sua vida.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde incentive o aleitamento materno às mulheres grávidas e mães por meio de campanhas, palestras e atendimentos clínicos voltados para o assunto, visando enfatizar a importância e os benefícios do aleitamento materno exclusivo tanto para a saúde dos bebês quanto para a saúde mental e afetiva de suas genitoras.