Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2021
Após anos de queda da mortalidade infantil no Brasil, a OMS observou que em 2016 houve um aumento. Isso está correlacionado ao fato de que muitas crianças param de ser alimentadas exclusivamente de leite materno antes do tempo correto. Desse modo, as crianças acabam ficando suscetível à doenças por não receberem anticorpos da mãe. Em primeira análise, cita-se o fato de que as mães não seguem as recomendações propostas pela OMS, que seria a amamentação exclusiva do leite materno até os 6 meses. Isso pode ocorrer devido à diversos fatores, sendo a principal causa, o retorno das mães ao ambiente de trabalho. A amamentação se torna difícil por terem menos tempo para ficar com a criança e amamentarem em livre demanda. Sendo assim, acabam optando por fórmulas que se assemelham ao leite. Essa problemática se dá devido ao fato de que a licença a maternidade dura apenas 4 meses, ou seja, não respeita a recomendação da OMS. A Constituição Federal de 1988 que assegura saúde a todos, acaba sendo falha, pois as mães são obrigadas a retornarem ao trabalho antes do tempo previsto para terminar a amamentação exclusiva de leite materno, deixando a criança suscetível a doenças.
Como já dito, a falta desse leite materno nos primeiros meses de vida pode acarretar diversas doenças ou até mesmo a morte da criança, pois é a partir dele que a mãe passa seus anticorpos para sua prole. Sendo assim, por não ter desenvolvido anticorpos a criança fica vulnerável a doenças que podem ou não acompanhar ela durante sua vida, como a diarreia, hipertensão, colesterol e pneumonia. Algumas dessas doenças podem se agravar e levar o indivíduo a óbito e assim aumentando cada vez mais a mortalidade infantil no Brasil. A partir desses fatos, observa-se a importância do leite materno na vida de qualquer ser humano durante seus primeiros meses de vida e no combate à mortalidade infantil. Portanto se faz necessário que o Ministério da Saúde além de recomendar o aleitamento materno até os 6 meses, crie medidas para facilitar essa alimentação. Para que isso ocorra o Ministério da Saúde deve trabalhar em conjunto com os órgãos governamentais que tem como responsabilidade as leis trabalhistas, para que se prolongue a licença a maternidade. Além disso é importante que durante o pré-natal os obstetras sejam orientados a conscientizar as futuras mães sobre os malefícios que a falta do leite materno causa. Para que através dessas medidas as crianças não fiquem vulneráveis à doenças e para que a mortalidade infantil não aumente.