Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 28/04/2021
No documentário “De peito aberto” é retratado a história de 6 mulheres que acabaram de se tornar mães e que são de diferentes classes sociais que convivem com o preconceito e a desinformação sobre o aleitamento materno. Não muito longe desse documentário, os desafios para o aleitamento materno em questão vem se tornando uma grande problemática na atual sociedade. Isso ocorre tanto pela falta de informação acerca do mesmo, tanto pelo preconceito ainda sofrido com as mulheres ao realizar esse ato em público.
Em uma primeira análise, pode-se perceber que a falta de informação acerca do aleitamento materno é um dos grandes agravantes dessa problemática. Segundo dados expostos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), aproximadamente 37% de todas as crianças nascidas em 2017 tiveram a amamentação da forma correta. Essa situação ocorre pois, em diversas vezes, as mães não recebem as instruções necessárias de como proseguir com o aleitamento durante sua estadia no hospital fazendo com que assim, ao sentirem incômodo ou dor, as mesmas busquem trocar o aleitamento, considerado uma “vacina natural”, para o uso de fórmulas, podendo causar problemas de saúde no organismo infantil.
Ademais, é fundamental apontar o preconceito com a amamentação em público como um impulsionador desse desafio. Esse preconceito vem de décadas de geração arcaica e sem estudos e que, em pleno século XXI, ainda consideram o seio feminino como um órgão sexual, sendo sexualizado por aqueles que ainda não possuem os conhecimentos necessários. Ao utilizar de seu seio em meio público para a amamentação, acaba sendo um meio de choque para muitos que se sentem ofendidos por observar aquela cena que é extremamente natural e, também, causando atração sexual em alguns que não respeitam tal ato de amor fazendo com que, nesse caso, a mãe prefira deixar de alimentar seu filho a receber olhares maldosos. Logo é inadmissível esse cenário.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos criem por meio de campanhas para toda sociedade brasileira, a conscientização sobre quão importante é o aleitamento materno na vida de um recém nascido, a fim de que as mães busquem criar esse hábito e não, ao uso de fórmulas, e que as pessoas busquem olhar e respeitar esse ato como uma forma de amor, e parem de sexualizar e abominar essa ação em público. Dessa forma, se consolidará uma sociedade mais informada, onde haverá um maior desempenho e respeito acerca do aleitamento materno.