Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 06/06/2021

Desde a gênese da vida na terra, o ser humano necessitou de fatores fisiológicos para a sua sobrevivência, e o aleitamento materno é um desses. Nesse sentido, atualmente segundo o artigo VI da Constituição Federal de 1988 o cidadão tem direito a proteção a maternidade, e o aleitamento materno está incluso nesse processo de maternidade. No entanto, graças à ineficácia do Estado em garantir o devido acompanhamento clínico para mãe e ao bebê no periodo de maternidade, somado ao preconceito para com a prática da amamentação, fazem com que o ação de amamentar no Brasil se torne um tabu, e isso reduz a sua pratica na conjuntura.

Em primeira analíse, segundo a parlamentar e ativista das causas feministas, Manuela D`avila, por conta da sexualização massante no que tange o corpo feminino faz com que haja um preconceito relacionado à amamentação nos ambientes públicos e urbanos acaba induzindo as mães a ter uma certa dificuldade em naturalizar e dar segmento ao processo fisiológico de produção do leite materno e tenha receio de fazer algo vital para o bebê, que é amamentar. Dessa forma, a ética machista de sexualização excessiva da mulher liga-se a desregular e fragil formação moral da conjuntura resultando em uma estigmatização para com o aleitamento materno no Brasil.

Além disso, por conta do Estado se mostrar obsoleto em fornecer condições para o processo de maternidade faz com que o aleitamento se torne cada vez mais excasso no país. Diante disso, segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, ás instituições públicas por não exercerem a sua devida função acabam  contribuindo para determinado problema na conjuntura, constituindo assim às chamadas ‘‘instituições zumbi’’. Ou seja, o Estado pro não fornecer o devido acompanhamento clínico e social às mães e bebês que estão inseridos nesse contexto acaba dificultando a progressão e democratização do aleitamento materno no Brasil.

Diante dessa considerações, o Governo Federal por meio do Ministerio da Saúde deve realizar investimentos financeiros para à restruturação da infraestrutura hospitalar para comportar e auxiliar todo o processo de maternidade assim como flexibilizar a doação e o acesso ao leite materno, destinados ás unidades de saúde pública competente. Em segmento, o Ministerio da Educação por meio de cartilhas educacionais nos ambientes de ensino público e privado ,tanto no nivel médio quanto no nivel de formação superior, deve efetivar a campanha contra a sexualização da amamentação no Brasil, afim de naturalizar algo extritamente necessário para a progressão de vida do bebê como o aleitamento materno no país.