Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/06/2021
O leite materno é a fonte mais completa de nutrição para os recém-nascidos. Desse modo, torna-se essencial para o desenvolvimento saudável dos bebês. Entretanto, o ato de amamentar sofre com algumas situações problemáticas no Brasil. Destacam-se a desinformação das mães sobre processo nutricional do aleitamento e o estigma sofrido pela amamentação em lugares públicos.
Em primeira análise, vê-se que a falta de informações sobre os benefícios do leite materno é um entrave para a priorização dessa alimentação para o bebê. Dessa forma, é frequente a desconfiança das mães que esse alimento seja completo de todos os nutrientes necessários até 6 meses de vida do seu filho. No entanto, a UNICEF( Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para Infância), afirma que o consumo de leite materno supre toda a necessidade nutricional do recém-nascido, não necessitando de água, suco, chá e fórmula infantil. Logo, essas informações sobre a nutrição exclusivamente pelo aleitamento necessitam ser disseminadas para todos os pais.
Além disso, o estigma sofrido pelas mães durante a amamentação em público é um problema histórico-social que deve ser combatido. No momento, que uma mãe se sente constrangida de alimentar seu filho acaba optando por formas industrializadas aceitas pela sociedade, pois não expõe a mama. Segundo Émile Durkheim, o fato social configura como uma maneira de agir e pensar. Nesse sentido, uma geração ao crescer em uma sociedade que discrimina o aleitamento materno deverá reproduzir esse preconceito. Sendo assim, urge a desconstrução desse padrão cíclico de pensamento discriminatório sobre a amamentação. Por tudo isso, cada indivíduo precisa o assistir como um importante ato de prover a alimentação natural de outro ser humano.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham ampliar o aleitamento materno. Por conseguinte, cabe ao Ministério da Saúde criar cursos voltados para o processo de amamentação para as gestantes. Isso será feito por meio de rodas de conversas com profissionais da saúde nas Unidades Básicas de Saúde, da composição nutricional do leite materno até o modo correto de amamentar. Com esse trabalho de conscientização das mães, incentivar amamentação no período mais longo possível. Ademais, o Governo Federal deve fazer propagandas educativas sobre a importância do aleitamento materno nos veículos televisivos para a reflexão sobre pensamentos discriminatórios dessa prática. Somente assim, esse alimento vital abrangerá o maior número de crianças brasileiras.