Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 12/07/2021
Ao longo do século XIX, a amamentação era delegada a mulheres escravisadas, denominadas de amas de leite, essa prática francesa veio ao Brasil para que a mulher, senhora de escravos, não amamentar em público, evidenciando o preconceito construido em torno da amamentação. Consequentemente, o periodo vigente ainda afronta essa prática, pelo machismo histórico e pelo sistema capitalista, que consome o tempo de milhares de mulheres.
Destarte, devido a um longo processo de fetichismo com o corpo feminino, o hábito de amamentar é afetado, pois a sociedade sexualiza a mulher ao ponto que se torna inconveniente a alimentação de uma bebê em local público, extrato do preconceito que percorre gerações. Em consequência, o Congresso Nacional alaborou a lei 8.069, que evoca o direito da mulher a amamentar em local público, sendo o princípio de uma desconstrução desse preconceito.
Por outro lado, o mercado de trabalho visa o lucro acima da qualidade de vida de seus funcionarios, e por consequencia, de seus filhos. Por exemplo, o uberismo suprime os direitos trabalhistas e faz com que as mulheres tenham que trabalhar excessivas horas, não podendo amamentar. Dessa maneira, as mulheres tem o direito de 120 dias de licença maternidade, de acordo com o Código Civil, que é suprimida devido ao uberismo e muitas vezes essas mulheres não são contratas por empresas por não quererem oferecer seus direitos trabalhistas.
Portanto, o preconceito contra a amamentação se desenvolve desdo periodo escravagista e esta fortemente presente no periodo atual. Dessa forma, o Ministério da Educação deve, em parceria com voluntarios, elaborar palestras que busquem educar a população e o Município deve elaborar aulas no ensino fundamental para que ocorra a normatização da amamentação desde a primeira infância.