Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 12/11/2021

Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (doravante DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à sáude, à igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que empecilhos sobre o aleitamento materno encontram-se efetivados na sociedade. Desse modo, o imediatismo, em consonância com desrespeito são os principais pilares para esses conflitos.

Nesse sentido, vale ressaltar a ausência de tempo como impulsionadora do impasse. Destarte, de acordo com o IBGE, 70% das mães não amamentam seus filhos até os 2 anos. Sob esse viés, denota-se muitas mães acabam por deixar de amamentarem seus filhos, pois precisam trabalhar e alegam não ter tempo para amamentar. Assim, essa ação é extremamente prejudicial, já que o leite materno é considerado o alimento mais completo do mundo, visto que  ajuda na imunidade e na nutrição do bebê, como afirmada pela Organização Mundial da Saúde.

Ademais, vale salientar o irrespeito como pepertuador da problemática. Por essa perspectiva, segundo Émile Durkheim, em sua análise do comportamento humano, nas relações sociais os indivíduos tendem a culpar a minoria por qualquer situação. Sob essa ótica,muitas  mulheres quando estão amamentando em locais públicos são alvos de xingamentos e desrespeitos, pois muitos agressores atribuem seus atos as atitudes femininas. Dessa forma, as mães  ficam constrangidas e não conseguem alimentar seus filhos.

Portanto, com intuito de mitigar  empecilhos sobre o aleitamento materno, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Justiça reverta essa verba em contratação de profissionais que, por meio de workshops, nas escolas, ensinariam a população sobre a importância que o leite materno possui e alertaria que é normal amamentar em locais públicos. Somente assim,a DUDH entrará em completo vigor.