Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 15/11/2021

Um dos oito objetivos do desenvolvimento do milênio é reduzir a mortalidade infantil, com a aplicação de ações nos diversos países que alterem esse índice. Destarte, uma das principais medidas que influenciam positivamente essa redução é o aleitamento materno, visto que essa possui substâncias nutritivas, além de inúmeros anticorpos que influencia na saúde da criança. Embora o aleitamento seja um ato de amor, hodiernamente ainda existem diversas questões que envolvem a não amamentação por muitas mulheres, seja pelo preconceito que sofrem socialmente, seja pela dor que sentem no momento que estão amentando, por não ocorrer a pega certa.

Inicialmente, a amamentação é uma das melhores formas de contribuir com a redução da desnutrição infantil, por isso é recomendado pela Organização Mundial da Saúde que essa feita até os dois anos ou mais da criança. Porém, apesar de todo debate que há em cima desse tema, muitas mães ficam constrangidas de realizarem o ato em público, visto o preconceito que sofrem, sem contar os olhares das pessoas, pois muitos veem a amamentação como um tabu. Assim, Hannah Arendt, em sua teoria sobre a banalidade do mal, discutia sobre a massificação do pensamento humano e a falta de senso crítico na população. Logo, aqueles que não possuem instrução suficiente sobre o aleitamento a veem de forma pejorativa e acabam reproduzindo ações erradas e prejudicando a sociedade.

Outrossim, Bibb Latamé em seu conceito sobre inércia social, falava sobre a tendência da perpetuação dos fenômenos urbanos, até que um movimento de ruptura generalizada não ocorra. Ou seja, seguindo o raciocino do autor, não há muitas campanhas que retratem a amamentação materna como ela realmente é, a maioria a romantizam e a demostram como um ato fácil. Entretanto, muitas mulheres sofrem nesse período, pois até ocorrer a pega certa, as dores são intensas, podendo rachar o bico do peito e sangrar. Ou seja, não há ações totalmente fundadas sobre essa técnica para impedir que isso ocorra, o que leva muitas mães a desenvolverem depressão pós parto, considerando-se insuficientes para alimentarem e darem amor aos seus filhos por meio do aleitamento.

Dado o exposto, portanto, percebe-se que são muitos os desafios associados à amamentação infantil. Logo, é imprescindível a mobilização da Organização da Sociedade Civil do Interesse Público (OSCIP), com a criação de palestras para as gestantes, onde psicólogas e pediatras explicariam sobre a amamentação e a forma que elas poderiam realizar para a tarefa tornar-se mais fácil. Além do desenvolvimento de campanhas publicitárias sobre a importância do aleitamento e a explicação que ações preconceituosas não colaboram com a sociedade. Deste modo, as mães teriam instrução adequada para realizarem o ato e a sociedade consciência de não considerar a amamentação um tabu.