Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 12/03/2024
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor Thomas Morus - retrata uma civilização idealizada, na qual a engrenagem social é desprovida de conflitos. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea, no tocante às dificuldades enfrentadas para estimular o aleitamento materno no Brasil. Nesse sentido, há de combater o preconceito da sociedade, bem como a desinformação que favorecem o quadro atual.
A princípio, o repúdio do corpo civil à amamentação em público é um potencializador do imbróglio. A respeito disso, o sociólogo Gilberto Freyre ensina em “Casa Grande e Senzala”, que a sociedade impõe diversos padrões sociais e, quem lhes desobedece, é alvo de preconceito. Sob essa lógica, os indivíduos associam o ato de amamentar a algo obsceno e como um tabu. Dessa maneira, as mães se veem obrigadas a substituir o ato pela mamadeira, haja vista que sentem medo do julgamento alheio.
Outrossim, a falta de informação sobre a importância do leite materno é outro complexo dificultador. Nessa perspectiva, consoante o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Sob essa ótica, a OMS recomenda exclusivamente a amamentação no mínimo por 6 meses , haja vista que o leite materno é um alimento completo para a criança, capaz de evitar a desnutrição e infecções. Contudo, desconhecendo seus benefícios, as mãe comumente substituem o leite materno por fórmulas industriais, uma vez que sentem medo ao amamentar ou receio de segurar o bebê.
Urge, portanto que medidas sejam tomadas, a fim de minimizar o problema. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação, mediante às mídias digitais, como redes sociais e canais abertos, divulgar debates e campanhas sobre a importância do aleitamento materno, com o fito de minimizar o preconceito da sociedade e esclarer as mães sobre os benefícios de tal prática.