Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 05/11/2025
“O homem nasce livre, e em toda parte encontra-se acorrentado”, frase do filósofo Jean-Jacques Rousseau pode ser inserida na sociedade atual como reflexo das nossas próprias ações e argumentos mediante situações que, infelizmente, são consideradas cotidianas e até despercebidas.
Um exemplo dessa situação é o preconceito desencadeado para pessoas transgênero - pessoas cujo gênero é diferente do sexo biológico - como a deputada federal, Erika Hilton. Erika, no processo de autoconhecimento foi obrigada a passar por um processo de cura mal sucedido na igreja evangêlica, foi vítima de agressões e expulsa de casa, vivendo por seis anos em situação de rua antes de se tornar deputada, e ainda hoje no congresso é notório o descaso do governo com a situação alarmante. Outro caso de transfobia, que ganhou uma reportagem pela Record, foi o assassinato em público de uma mulher transgênero em Minas Gerais, onde a população não ofereceu ajuda, mesmo assistindo a situação.
A USP, universidade de São Paulo, realizou uma pesquisa em pessoas trans e foi notado que o cérebro destas pessoas é diferente do cérebro de pessoas do mesmo sexo biólogico, sendo mais parecido com o gênero em que elas se identificam. Se há indícios de possibilidades científicas que trazem a tona essa realidade de gênero, porquê as pessoas ainda espalham tanto preconceito e saem impune de seus crimes, que seriam inválidos mesmo sem evidências cientificas?
Muitas pessoas inseridas nessa realidade são tratadas com descaso e sem dignidade humana,tendo reflexos psicológicos, sociais ou até físicos. É de completo dever do governo brasileiro criar casas de apoio, melhorar as leis e oferecer saúde física e psicológica para danos que podem ser irreparáveis para vítima de transfobia.