Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/11/2021
Oscar Wilde, grande escritor britânico, exprime em sua fala que a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação. Nesse contexto, convém buscar por alternativas que permitam o progresso da sociedade brasileira em relação ao combate da transfobia no país. Problema este que, fatidicamente, perdura devido ao sistema educacional falho e a falta de visibilidade do tema.
Em primeiro lugar, é lícito elucidar que a negligência da educação brasileira frente à abordagem da temática é um coadjuvante para a perpetuação da problemática. Diante disso, segundo a teórica Vera Maria Candau, o sistema educacional atual está preso nos moldes do século XIX e não oferece propostas significantes para as inquietudes hodiernas, desse modo a falta de adaptação dos espaços escolares para a inclusão de debates acerca de determinados problemas da atualidade, configura uma lacuna mental na formação de consciência dos jovens, isto é, a ausência do sentimento de que a sua participação condiz como parte da solução para determinado problema social, nesse caso o combate a transfobia no Brasil. Como resultado, a população formada em instituições insensíveis aos imbróglios sociais atuam como alicerce de sustento para a persistência do infortúnio.
Outrossim, é imperativo destacar a negligência frente a abordagem do problema como um dos fatores que validam a sua persistência. Desse modo, segundo conceito de “Ação Comunicativa”, definido pelo filósofo Jurgen Habermas, para que as pessoas possam defender os seus interesses e demonstrar o que acham de melhor para a comunidade, elas precisam obter ampla informação prévia sobre o assunto. Assim, a carência de espaço midiático voltado para a questão dos desafios para combater a transfobia no Brasil, vigora como um empecilho para a solução do óbice, pois, compromete a tomada de ação da população, haja vista que esta só tomará partido para a resolução da problemática mediante ao conhecimento detalhado do infortúnio, como causas e caminhos para a erradicação. Portanto, é necessário que se fixem ações a fim de diminuir a falta de visibilidade do tema.
Diante disso, faz-se necessária ação do Ministério da Educação em conjunto com as instituições de ensino abrindo espaço para abordagem dos problemas sociais como a transfobia no ambiente escolar, por meio de rodas de conversa, palestras e debates que estimulem o senso crítico e tenham como objetivo formar cidadãos aptos a atuar na solução das situações maléficas para a sociedade. Paralelo a isso, é necessário realizar a criação de peças publicitárias, que sejam veiculadas nas mídias sociais, abordando a importância do tema, conscientizando os cidadãos de que a sua participação exerce papel fundamental na solução do óbice. Feito isso, o Brasil será capaz de diminuir a incidência de transfobia e dar o primeiro passo rumo ao progresso como elucidado por Wilde.