Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 10/11/2021

Em um dos episódios da animação norte-americana “South Park”, um aluno da escola dos protagonistas afirma que é pertence à outro gênero, originando debates sobre qual banheiro deveria utilizar e revelando a hipocrisia dos envolvidos que, apesar de apoiarem o Movimento LGBT, não concordavam com as mudanças. Contudo, tal situação não é exclusiva da ficção, posto que os brasileiros transgêneros padecem com a transfobia, seja pela intolerância de parte da população, seja pela falta de informação adequada.

A priori, é notório que o Brasil possui inúmeros casos deste preconceito diante aos posicionamentos arcaicos. De acordo com o canal jornalístico, CNN, a intolerância faz com que a expectativa de vida de brasileiros transgêneros seja de 35 anos, equivalente a um indivíduo da Idade Média. Logo, tal violência não causa apenas adversidades estruturais, como falta de oportunidade empregatícia, como também ceifa a vida de centenas de indivíduos. Assim, a insegurança física pontua a transfobia na Terra de Santa Cruz.

Em segundo aspecto, a carência de informações sobre tais pessoas também acentua a problemática. Conforme a Psicologia, a disforia de gênero -situações em que o indivíduo não se sente confortável consigo mesmo- é causada por diversos gatilhos externos, dentre eles, a má colocação pronominal e o desencorajamento do processo estético por familiares. Todavia, muitos dos pais, na tentativa falha de protege-lo da violência das ruas, tenta reverter o processo de aceitação do filho transgênero, fomentando problemas psicológicos e reclusão social.

À vista disso, faz-se mister que o Estado tome medidas para combater a problemática. Para isso, o Ministério Público precisa garantir a seguridade destas pessoas, por meio de propagandas em mídias sociais que visem estimular as denúncias da transfobia por terceiros e pela vítima, e de projetos que aumente a pena e torne o crime inafiançável. Em conjunto, o Ministério da Saúde forneceria apoio aos transgêneros, disponibilizando, gratuitamente, psicólogos e psiquiatras. Deste modo, a transfobia poderá ser combatida e, estes cidadãos, poderão usufruir do convívio social.