Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/11/2021
A obra literária a “Garota Dinamarqueza” retrata a história de um homem que se vestia de mulher , tal ação tem como efeito a reflexão e conflitos sociais e internos sobre sua verdadeira identidade de gênero. Sob tal ótica, a Transfobia é um estigma social que consiste em violentar, humilhar e excluir pessoas trangêneras da vida social, uma vez que esses indivíduos não percentem aos esteriótipos aceitos e reproduzidos pela sociedade . Sendo assim, no Brasil, os trangêneros enfrentam desafios para se adequarem ao âmbito social, pois faltam debates e uma legislação eficiente que assegura o mínimo: segurança e liberdade de ser quem esse indivíduos desejam ser.
Em primeira análise, os trangêneros são pessoas que não se identificam com gênero de origem, com isso, se submetem ao um processo longo de transição de gênero, aceitação e de adequação social. Nesse sentido, no Brasil, a comunidade trangênera enfrenta dificuldades de ser aceita e respeitada no contexto social, visto que a falta de tolerância em relação ao diferente reforça os preconceitos e esteriótipos sociais ,que dificultam a ascensão desse grupo na sociedade. Assim, muitos sofrem com exclusão, marginalização e violência tendo dificuldades se inserirem no mercado de trabalho, em ambientes públicos e de interação social devido a transfobia enraizada no Brasil. Desse modo, é imprencindível um olhar mais crítico das autoridades políticas e dos indivíduos que compõem a sociedade sobre os efeitos nocivos da transfobia na vida do trangêneros e debater possíveis soluções para erradicar esse male na sociedade brasileira.
Ademais, o texto constitucional de 1988 assegura que todos os indivíduos têm direitos à vida, à segurança e à liberdade independente do gênero, raça e classe social. Nessa conjuntura, os efeitos da transfobia na vida dos trangêneros são reflexos da carência de uma legislação própria e eficiente para esse grupo social, dado que são marginalizado e violentados constantemente na sociedade e merecem o devido apoio das autoridade políticas. Consoante ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica(IBGE), em 2020, mais de 49% das pessoas trangêneras foram mortas e violentadas no Brasil, esse cenário é consequência da falta de vontade política em pró do bem-estar social desses indivíduos, que continuam sendo excluidos e maltratados pelas massas sociais e políticas no país.
Portanto, faz-se imprescindível que o Estado - promotor do bem-estar social dos cidadãos que compõem a sociedade- reconheça e incrementa projetos de combate a transfobia e a exclusão social contra os trangêneros, por meio de uma legislação própria para esse grupo, campanhas, palestras ,inclusão midiática e política. Tais atitudes serão fundamentais para o combate do preconceito e promover o direito à liberdade e segurança das pessoas trangêneras.