Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/11/2021

Segundo o filósofo Thomas Hobbes, ‘‘É dever do Estado garantir o bem-estar de todos os indíviduos em sociedade’’. Contudo, percebe-se a negligência governamental perante a questão da transfobia na atualidade e os desafios enfrentados para o seu combate. Sabe-se, que a transfobia mata, e a suavização do crime junta falta de exposição nas mídias colaboram para a crescente da mazela.

Primeiramente, é irrefutável dizer que os ataques transfóbicos podem ocorrer de forma verbal, física, em todas as classes sociais e em casos mais graves levar a morte do indivíduo trans. De acordo com dados divulgados pelo Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Brasil é o país que mais mata a população trans no mundo, com grande aumento dos números nos últimos anos. Cabe informar  que isso deve-se a suavização da transfóbia na sociedade em forma de ‘‘piada’’, não tendo a devida atenção.

Em segundo instante, observa-se à falta visibilidade de pessoas trans na grande mídia e na sociedade; muitas pessoas não tem noção do que é um trans, a desinformação abre espaço para mais preconceito. Além disso, é necessário salientar que o preconceito não existe apenas nas ruas, segundo o Antra, 49% dos casos de transfobia ocorrem dentro de casa, por familiares. Desse modo, verifica-se a falha governamental com o conceito de Hobbes por não colaborar para a visibilidade e proteger a propulação trans.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Justiça promova medidas de fiscalização contra a agressão de pessoas trans com a criação de uma delegacia especializada. Além disso, o Antra, devem criar uma ação de visibilidade trans nas grandes mídias com apoia do Governo Federal, e em conjunto com o Ministério da Educação, palestras nas escolas de todo o Brasil. Dessa forma, será possível atenuar a problemática da transfobia e conscientizar a população.