Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/11/2021

Nojentos. Loucos. Más influências. São alguns dos adjetivos preconceituosos e criminosos dados ao público LGBTQI+, com ênfase nas pessoas travestis e transsexuais. De acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos: " Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direito." Entretanto, percebe-se que esse pressuposto não é empregado adequadamente no país, em razão de não haver alternativas para combater a transfobia na sociedade brasileira. Com efeito, há de analisar não somente a falta de empatia, mas também pela falta de oportunidades de inserção ao mercado de trabalho devido ao preconceito fincado nas raízes da sociedade como fatores ligados à problemática em questão.

Sob esse viés, é possível destacar a falta de empatia do corpo social somado a uma distribuição de ódio gratuita contra indivíduos trans. Desse modo, segundo o filósofo brasileiro Betinho, “o desenvolvimento humano só vai ser efetivado quando a sociedade civil afirmar estes 5 pontos cruciais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade.” Posto isso, fica evidente que o processo de desevolvimento cidadã está entrelaçado com a empatia, uma vez que se posicionar no lugar do outro ativará de modo instantâneo os cincos pontos crucias que o pensador relatou. Dessa forma, é necessário que a população adquira conhecimentos prévios sobre dignidade e direitos de igualdade somados especialmente ao carater de se obter uma nação diversificada e solidária.

Além disso, a falta de oportunidades de vagas de emprego para transsexuais no Brasil é impulsionado a partir dos preconceitos, discriminações e aversões, caracterizando a transfobia sofrido por essa minoria e, consequentemente, se tornam indivíduos marginalizados, configurando assim, à ausência de alternativas para reagir tais agressões. Sob essa perspectiva, de acordo com o escritor Paulo Freire: " a inclusão acontece quando se aprende com as diferenças e não com as igualdades." Logo, é necessário que o Estado interfira de modo eficaz no comprometimento de gerar empregos para travestis e transsexuais, posto que com o incremento de concursos públicos adicionados a cotas para pessoas trans ocasionará uma mutação social de inclusão e respeito ao corpo social LGBTQI+.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para combater a transfobia na sociedade brasileira. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem contrariar o preconceito contra as pessoas trans desde o ensino fundamental por meio de aulas de sociologia, palestras e oficinas capazes de estimular a empatia de maneira prematura. Essa iniciativa teria como finalidade de promover caminhos a efetiva inclusão desse grupo e de garantir que o Brasil seja uma nação justa, solidária e, de fato, livre de qualquer forma de discriminação.