Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 10/11/2021
O livro “I Was Born For This”, escrito pela autora Alice Osman, conta a história de um protagonista que se identifica transexual, ao decorrer do livro ele conta episódios os quais ele sofreu preconceito pela sua identidade, isso é, transfobia. Fora da ficção, tal preconceito com parcela da população tem se tornado cada vez mais comum e preocupante. Ao refletir a respeito de alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo, a problemática ocorre em virtude da falta de informação, o que acarreta na exclusão desses indivíduos. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber que o Brasil, segundo o jornal G1, é o país que mais consome conteúdo sexual de transexual, porém é o que mais mata também. Diante disso, percebe-se o preconceito enraizado no brasileiro, uma vez que a temática é pouco discutida pelas pessoas, gerando um tabu, o qual corrobora para o preconceito. Analogamente, o artigo do médico Drauzio Varella “Violência Epidêmica” discute sobre a perpetuação dos hábitos, principalmente na infância, visto que é a fase de principal desenvolvimento, assim ocorre a repetição de ciclos, como a do preconceito contra trans. Em suma, a perpetuação desses hábitos em conjunto com a falta de informações acentua o preconceito.
Desse modo, essa parte da população sofre com a exclusão na sociedade, dos direitos mais básicos do ser humano como saúde e trabalho. À vista disso, essas pessoas são como “Cidadãos de Papel”, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, dado que eles não possuem seus direitos na realidade. Seguindo essa linha de pensamento, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) relatou que os travestis sofrem mais dificuldade em encontrar empregos, pelo preconceito, além disso, ainda grave de serem atendidos nas redes de saúde pública, algo desumano, pois todos são merecem equidade independente de sua escolha identitária.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) em parceria com o ANTRA, para a elaboração de aulas extracurriculares nas escolas ensinando sobre pessoas trans e suas dificuldades — mostrando depoimentos reais — assim esse ciclo será interrompido, com a finalidade de que o tecido social desprenda-se de certos tabus e pessoas como do livro “I Was Born For This” possam viver sem medo e seus direitos sejam garantidos.