Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/11/2021

Na obra expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de completa desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira, o sentimento de milhares indivíduos que buscam alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo é amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, é importante pontuar que o problema está enraizado tanto na questão da negligência governamental e o silenciamento do assunto.

A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a dificuldade em buscar alternativas para o combate a transfobia. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à  baixa atuação das autoridades, é notório que o preconceito sobre esta classe social persiste, pois não é visto punições comparáveis com o sofrimento da vítima, dando espaço à movimentos de ódio crescerem cada vez mais. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Outrossim, é igualmente precioso apontar que o silenciamento do assunto estimulando o preconceito. Desse modo, o filósofo Jurgen Habermas, traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é a verdadeira forma de ação, ou seja, para que haja avanço acerca do tema é necessário discutir sobre. No entanto, o que percebe-se é uma lacuna em torno de informações e debates em todos os corpos sociais, mas principalmente no corpo estudantil aonde é formada opiniões verdadeiras com embasamentos. Com isso, as crianças  buscam outras maneiras e  encontram opiniões falsas. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, infere-se que ainda há entraves para solidificação de um mundo melhor. Dessarte, a fim de encontrar alternativas para o combate da transfobia e erradicar o preconceito, é preciso que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União por intermédio de remanejar os investimentos públicos haja criação de campanhas e anúncios públicos sobre o tema. Além disso, nas escolas poderão ocorrer palestras com especialistas sobre o assunto, para que haja a disseminação de conhecimento verdadeiro, e a erradicação dos preconceitos enrustidos na sociedade. Somente dessa maneira, os sofrimentos emocionais retratados por Munch fique apenas  no plano artístico.