Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/11/2021
Na série Sex Education, é retratado a vida de um personagem - o Eric, este é gay e algumas vezes, usa maquiagem e roupas femininas, o que em uma de suas saídas, resultou em violência moral, psicológica e física - um caso claro de transfobia, essa situação deixou-o desolado e com muito medo, infelizmente, situações como essa são muito comuns. De maneira análoga a isso, alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo é de suma importância. Nesse prima, como agravantes dessa realidade, cabe citar o Estado e a religião.
Dessa forma, o Estado deve garantir direitos e deveres a todos cidadãos do país. Segundo a Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 5°, o direito à igualdade e segurança como inerente a todo cidadão, entretanto tão prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática. Segundo dados do Antra - Associação Nacional de Travestis e Transsexuais, o Brasil país que mais morre pessoas trans em todo o mundo, o que torna evidente que esses direitos não são assegurados no país, realidade esta que deve mudar.
Além disso, é notório que um agravante desses preconceitos, é a igreja católica. Nascida no império romano, a igreja por meio de seus discursos, foi responsável por disseminar conceitos discriminatórios entre a população, a ponto de questões como orientação sexual e gênero serem classificadas como impuras e pecadoras, segundo interpretações de seu livro sagrado - a Bíblia. Desse modo, segundo o IBGE, a maioria do país é formado por pessoas católicas, o que pode aumentar diretamente o número de pessoas favoráveis a esse tipo de pensamento.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar esse preconceito no país. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, por meio do repasse de verba do Governo Federal, a inserção de uma matéria na grade curricular obrigatória das redes públicas de ensino fundamental e médio, que vise ensinar questões LGBTQIA+, como: Identidade de gênero, orientação sexual, representação, igualdade e inclinação biológica, a fim de disponibilizar material, além dos ensinados em sua religião ou por seus familiares, almejando garantir uma igualdade de tratamento, além do conhecimento individual que é fundamental, pois todos devem sentir-se representados e confiantes consigo mesmo - papel transformador de pessoas como a Pablo Vittar. Pois como diz Kant “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.