Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 15/11/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quanto à questão da transfobia. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a lenta mudança na mentalidade social, bem como o não apoio da família.

Sob essa ótica, é preciso atentar para a controvérsia sociocultural presente na situação. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Nesse sentido, é possível perceber que a questão do preconceito contra pessoas transexuais é fortemente influenciada pelo pesamento comunitário, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto coletivo intolerante, opressor e injusto, a tendência é adotar esse comportamento também. Desse modo, compreender desde cedo que as pessoas podem ser o que quiserem e que isso não interfere em que ela é e no espaço que ela pode ou não ocupar na sociedade, é um grande passo para mudar esse cenário.

Ademais, nota-se que a carência do acolhimento familiar é um complexo dificultador. Nesse âmbito, de acordo com o sociólogo Talcolt Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Dessa forma, a novela “A força do querer” traz Ivana, uma jovem transexual, que nasceu mulher mas se indentificava como homem, mostrou detalhadamente todo o processo doloroso e o preconceito que ela sofreu ao longo da trama, e para além, a rejeição da mãe a destruiu e a fez sair de casa. Desta maneira, o desprezo sofrido dentro da própria casa inibe o indivíduo de mostrar quem de fato é para o mundo.

Portanto, a transfobia está fortemente presente no cotidiano e precisa ser revertida. Logo, é necessário que as mídias de grande acesso, em parceria com a Defensoria pública, divulguem fortemente a questão, por meio de vídeos, esses que contam com a presença de vítimas contando seus relatos de violências sofridas. A fim de que a sociedade enxergue com mais clareza e exija o cumprimento do direito constitucional de proteção.