Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo
Enviada em 11/11/2021
De acordo com a obra “Brasil, País do Futuro”, escrita por Stefan Zweig, em 1941, o Brasil assume uma conotação de excelência, o que projeta uma visão de um tempo promissor. Entretanto, há uma significativa discrepância entre o que era esperado e o que foi entregue, tendo em vista o preconceito instaurado no país, sobretudo em relação aos transgêneros — um problema que realça a falta de empatia nas relações sociais. Assim, é possível afirmar que não só a escassez de uma educação de qualidade, mas também a violência como um fator comum à realidade do país fomentam o status quo contemporâneo do século XXI.
Inicialmente, é necessário dizer que não é novidade o Brasil ser classificado como deficitário no quesito educacional, uma realidade que é corroborada pelo resultado a prova do Program International for Students Assessment. Essa condição implica em sérios impasses, pois é por meior do estudo, especialmente da literatura, que se consegue perceber a dor do próximo e entender uma realidade diferente da própria. A partir desse ponto de vista, é evidente que a transfobia é decorrente de uma carência educacional — afinal, o preconceito surge como forma de proveito da ignorância.
Ademais, outro tópico importante a se discutir tange à questão da violência, a qual é personificada cotidianamente na rotina brasileira. Segundo o Conselho Nacional de Justiça, o Brasil possui uma das maiores taxas de homicídio, o que reflete também na conjuntura de agressões aos travestis. A priori, é inadmissível que a violência esteja tão presente na sociedade, pois é também ela a premissa para ações perversas às minorias.
Destarte, é dever do Estado, no âmbito de ministérios atuantes, em consonância com as instituições de ensino , realizar a conscientização populacional por intermédio de palestras educativas e campanhas publicitárias que discorram acerca da nocividade da transfobia e da violência, com exemplificações de livros e filmes para se entender um modo de vida talvez desconhecido. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa da expressividade transgênera e, não menos importante, uma maior harmonia nas relações interpessoais.