Alternativas para combater a transfobia no Brasil contemporâneo

Enviada em 11/11/2021

A jogadora de vôlei do Osasco, Tiffany, uma transexual, iniciou sua carreira no esporte sob extremo preconceito e transfobia. Ela, apesar de ser a única no esporte feminino nessa modalidade, passou o que inúmeros transexuais passam no Brasil contemporâneo: medo e discriminação. Nesse contexto, no país, surge a problemática de combate à transfobia nos dias de hoje, seja pela comunicação, seja pela eficácia de instituições públicas.

Sob esse viés, o diálogo, como forma de transmissão do conhecimento, torna-se inerente para o respeito a qualquer ser humano no Brasil. Nesse cenário, como retrata Habermas, sociólogo da escola de Frankfurt, a ação comunicativa é fundamental para se construir uma sociedade justa, equilibrada e respeitável. Sem ela, as pessoas transformam-se em seres irracionais e ainda mais preconceituosos. Nessa perspectiva, sem a comunicação e, por conseguinte, respeito social, os números de casos de preconceito e discriminação passam a ser alarmantes. Acerca disso, como consequência, cita-se o país brasileiro como líder do mundo no número de assassinatos de pessoas transexuais, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). Assim, a falta de diálogo e transmissão de conhecimento faz com que haja mais medo e prejulgamentos.

Em segunda análise, outra alternativa para a batalha contra o preconceito com transexuais passa pela maior eficiência de meios públicos. Nesse sentido, instituições sociais, como Estado, escolas, mídias, tanto a social quanto a televisiva, devem tonar-se um meio de propagação do ideário de respeito humano. Entretanto, mesmo diante desse fato, no Brasil de hoje, esses canais funcionam, segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, como Instituições Zumbis, ou seja, têm o arcabouço estrutural, mas não exercem suas funções e deveres socias de ensinar ou conscientizar. Em vista disso, como efeito, tem-se sempre, a cada ano, um aumento no número de mortes de pessoas transexuais. Portanto, meio sociais devem ser atuantes no âmbito institucional e moralizante para que os casos de assassinatos parem de crescer ano após ano.

Dessa forma, as alternativas para o combate a transfobia no Brasil passa tanto pelo diálogo como pela presença de meios socias. Diante desse fato, o Estado brasileiro, por meio do Ministério da Educação, deve criar normas curriculares, mais especificamente em filosofia, sociologia e educação física, a fim de instruir crianças, adolescentes e adultos sobre o respeito ao ser humano. Com isso, o diálogo e a exposição em bases públicas, como nas mídias, serão mais fortificas e o preconceito e a discriminação serão reduzidos. Logo, nesse ínterim, as pessoas transsexuais viverão mais tranquilas e conscientes de uma país respeitável e equânime.